Desenvolvimento do Rugby feminino – dia 1


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Aconteceu nos dias 4 e 5 de julho, uma reunião com objetivo de definir estratégias para o desenvolvimento do Rugby feminino no Brasil. O encontro foi muito bem organizado e conduzido pelos senhores Maurício Migliano e João Nogueira, este último o novo responsável pela Rugby feminino na ABR. Atenderam ao chamado, pessoas de todas as regiões do país, o que mostra a vontade de contribuir para o crescimento do esporte fora de São Paulo, o maior polo do esporte atualmente.

Para dar conta de tamanho desafio, ele lançou mão de recursos muito comuns em empresas privadas, mas que são exceções em entidades amadoras, como o preparo de um planejamento estratégico e gerenciamento de projetos.  Descrevo abaixo as atividades do primeiro dia de reunião, pois acredito que é um modelo que deveria ser seguido por todos os clubes que possuem ou querem ter, uma visão de longo prazo sustentável para o esporte.

Lembro que o objetivo da reunião foi tratar do Rugby Feminino.

Participantes:

Emily (SPAC), Missy (SPAC), Guto (São José), Vanessa (São José), Chubby (SPAC), Guilherme (SPAC), HP (Blog do Rugby), José Alpuim (Bahia), Rafael (Band), Cora (Band), Paulinha (SPAC), Ana (SPAC), Olívia (Tornados), Renan (Tornados), Gabriela (SPAC), Big, Natasha (SPAC), Michaela (Desterro), Fernanda (Charrua), Jéssica (SPAC), José Eduardo (Seleção Brasileira), Mille (Rugby Coach), João Nogueira (ABR), Juliana (SPAC), Ariel (BHRugby), Alberto Nepomuceno (Rio Branco).

Primeiramente, o João fez uma breve introdução sobre os objetivos da reunião, e pediu que cada presente falasse um pouco sobre a sua experiência com o Rugby, como poderia colaborar com o grupo, e quais eram as suas expectativas para os dois dias que se seguiriam. De cara, foi possível que o desejo de todos ali estavam bem alinhados. Alguns dos pontos levantados foram:

como fazer a iniciação de atletas mais cedo;

modos de integração das regiões em que o Rugby feminino se faz presente;

como manter as atletas que já estão jogando, motivadas;

definir metas e expectativas de curto, médio e longo prazo para o Rugby feminino;

como criar ações coordenadas entre clubes, federações;

como melhorar a organização;

aumentar o número de times e jogadoras no país.

Depois, foi feita uma linha do tempo do Rugby feminino no Brasil, que será disponibilizada pela organização em breve, listando os fatos positivos e negativos da trajetória do Rugby feminino no país. Entre os feitos, foram muito destacados pelo presentes, os títulos sul americanos, a participação no mundial desse ano em Dubai, os primeiros jogos no Nordeste, a criação das equipes no estado de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, antes de 2000 e a presença na mídia de massa, a partir de 2008. Como pontos negativos, felizmente em menor quantidade do que os pontos positivos, foram apontados a não realização dos sulamericanos de 2000 e 2006, a falta de patrocínio antes e depois do mundial de Dubai, o torneio paulista de 2009 contar com apenas 3 equipes, e o fim de equipes como Rio Branco, ESALQ, UFSC. 

Na sequência, foram levantadas algumas das qualidades das jogadoras, que serviram posteriormente para determinar a Visão do grupo presente na reunião.

Os participantes se dividiram em grupos para determinar a Missão e objetivos a serem perseguidos pela organização. Para os não familiarizados com as práticas administrativas, a Missão “representa a razão de existência de uma organização. Para isso a Missão deve abranger o propósito básico da organização e transmitir seus valores a funcionários, clientes, fornecedores e a sociedade” (www.administradores.com.br). Após a realização da atividade proposta, ficou definida a Missão da Organização como:

“Assumir e fomentar uma postura profissional, visando atingir nos clubes de Rugby brasileiros, processos que nos levem ao crescimento, sustentabilidade e representatividade, através da utilização eficiente das melhores práticas para criar os recursos necessários para nos tornarmos referência mundial no Rugby Feminino.”

Os valores que devem guiar todas as pessoas envolvidas no projeto devem ser:

Respeito;

Honestidade;

Comprometimento;

Competitividade;

Disciplina;

Cooperação;

Resiliência.

A Visão, ou, de acordo com a definição, “a situação futura desejada a longo prazo, dever ser uma meta ambiciosa, e servir como um guia para a definição dos objetivos e a realização da missão” (www.administradores.com.br) foi elaborada em seguida, após mais uma atividade, que consistiu em levar os grupos a imaginar uma situação futura que demonstre onde queremos que o Rugby feminino esteja até 2014. Entre as situações apresentadas, incluiram-se finais de campeonato nacional em estádios, até então de futebol, lotados, etapa mundial de 7’s no Brasil, entre outros. Assim, o resultado foi:

” Ser a categoria referência para o crescimento sustentável e para o desenvolvimento do Rugby nacional, garantindo o nível mundial do esporte”.

Uma vez definidas a Missão e a Visão, chegou-se o momento de definir o que deverá ser feito para atingir os obejtivos propostos nas declarações acima. Esse foi sem dúvida uma parte complicada, onde muitas ideias surgem, e devem ser debatidas uma a uma. Todos os paticipantes tiveram oportunidade de ouvir e serem ouvidos. Abaixo, listo as atividades macro, bem como os gestores de cada uma delas, responsáveis pelo acompanhamento e para cuidar que estejam de acordo com o plano proposto inicialmente (os responsáveis somente foram definidos no segundo dia):

– Fazer o Censo do Rugby Feminino – João Nogueira

– Organizar competições regulares para aumentar o número de clubes no Brasil, integrando grupos isolados – Chubby

– Desenvolver treinadores, árbitros e dirigentes, para melhorar o nível dos atletas e da organização – José Eduardo

– Elaborar projetos de Alto Rendimento até 2013/2014 – Flávio

– Criar uma estrutura de comunicação oficial para divulgar o Rugby feminino – Natasha

– Criar estrutura de gerenciamento do Rugby feminino – João Nogueira

– Alavancar recursos para o desenvolvimento do Rugby feminino no Brasil – Jéssica

Assim terminou o primeiro dia. Muita discussão ainda estaria por vir, e acredito que esse seja um ótimo indicador de que o Rugby feminino no Brasil esteja tomando um ótimo rumo. Um planejamento de longo prazo, sustentável, não se faz sozinho, nem simplesmente acatando o que lhe é dito.

Confira o segundo dia de reunião

Se interessou pela iniciativa? Quer ajudar e não sabe como? Estou disponibilizando o email do blog do Rugby (blogdorugby@gmail.com) para contato, enquanto não definimos o canal adequado. Como estive presente nos dois dias de reunião e estarei ajudando a Natasha na parte da comunicação, posso dirigir as pessoas para o contato corrreto.

O Rugby é, mais do que qualquer outro esporte, feito da união de pessoas. Está na sua essência. Mas a união não se restringe àqueles dentro de campo, deve estar também fora dele, que é onde será possivel levá-lo à um novo patamar de crescimento.

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3 Respostas

  1. HP, vc esqueceu de mim, e eu tava lá tbm.

  2. Nós aqui em Alagoas temos interesse de saber mais e como poderemos participar de cursos como de árbitro, técnico entre outros que possa nos fortalecer aqui no estado em possíveis competições realizadas por nós, mesmo que sejam para amistosos ou em alguma fase que estejamos a participar como é o cado do Nordestão de XV, que começou na Bahia 1ª fase, Recife 2ª fase e a 3ª a ser definida entre os dois estados Alagoas ou Rio G. do Norte.
    A preparação antecipada nos dar maior folga nos preparativos e nos move a desenvolver um trabalho de melhor qualidade em sua recepção frente aos visitantes que aqui participarão do torneio. Com isso, creio que a nossa necessidade tbm é a de muitos que estão com os mesmo problemas que nós de falta de pequenos detalhes, mas que fazem a grande diferença no final das contas.
    Sabemos que a nossa não participação num evento como estes do qual foi realizado pode nos ter deixado de fora de maiores informações e até perguntas e respostas que gostariamos de ter feito mais pelos infinitos problemos em dificuldades finançeiras que o nosstime “Cães da Areia” passa seria impossivel mesmo a menor tentativa de ida até este evento, mas isso, não quer dizer que não estamos atentos para as novidades e que foram colocadas e discultidas. Vários pontos foram abordados e nos pusemos a concordar com alguns como o campeonato de 7s, o antecipando para o mês de outubro, porém, não vemos a possibilidade de nossa participação no campeonato de 7s no Uruguai o que é uma pena para nós devido ao alto custo que sairá para cada Clube.
    Enfim, desde já agradecemos a todos que lutam em prou ao rugby no Brasil, e o que depender dos “Cães da Areia” aqui de Alagoas e que estiver dentro de nossas possibilidades faremos com muito orgulho.
    Meu muito obrigada,
    Carmem Freire

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