Artigo sobre o Rugby feminino no Brasil


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Um artigo disponível no site da IRB sobre o Rugby feminino que traduzo aqui, com uma alteração. 

A Copa do Mundo de Rugby de 2009 em Dubai mudou a cara do Rugby no Brasil para sempre

Desde que as Amazonas participaram do mundial, o número de jogadoras aumentou, e mais garotas em escolas querem jogar. Nós também vimos um grande número de pessoas provenientes de outros esportes, especialmente do atletismo mudar para o Rugby.

 Além das Olimpíadas, não há competição maior que um campeonato  mundial, e agora outras mulheres querem participar de um evento como esse, e o Rugby parece ser o melhor meio de se chegar lá.
 
Como em qualquer lugar no mundo, esportes femininos são relegados ao segundo plano em relação aos esportes masculinos no Brasil – temos menos recursos, pouca cobertura da imprensa e ninguém assiste aos nossos jogos – mas apesar disso, nós jogamos nossos respectivos esportes pelo simples motivo de adorar isso. Agora que somos jogadoras de nível mundial, nós continuamos com pouco recursos, mas somos mais bem sucedidas que qualquer esporte masculino no Brasil  então temos direitos adquiridos até que os homens cheguem lá.

Para quem viu o artigo no site da IRB, verá que na verdade, onde está escrito “no Brasil”, o correto é substituir por “em Uganda”, e “Amazonas” por “Lady Cranes” – as Grou fêmeas (não sei se esse é o termo feminino correto para o bicho) –  já que o texto foi escrito por Helen Buteme, a capitã da seleção local e que não deve ter conhecimento da situação do nosso país.

Ainda assim é curioso ver que muito do texto se aplica ao Brasil. Após o mundial existia a esperança de mais apoio, não só financeiro, mas também uma estrutura melhor para o desenvolvimento sólido do esporte entre as mulheres no país, o que não se concretizou. Podemos ver o crescimento onde o esporte inexistia, especialmente no nordeste com o Aliança, Recife, Teresina, entre outros, e alguns times mais o sul também, como Tornados Indaiatuba, Farrapos e FFLCH, mas de forma pontual, não foram fomentados pela organização que rege o esporte, e sim, fruto de iniciativas pessoais e de clubes, que enxergam o real potencial da categoria feminina.

O Brasil é a oitava ou décima economia do mundo, dependendo do ranking de referência, enquanto Uganda é a centésima quarta ou centésima sexta! É mais um daqueles casos em que a grandiosidade do país não se reflete em todos os seus setores. O Brasil tem um projeto olímpico a caminho, duvido que Uganda o tenha daqui a 50, 100 anos. O Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo, Uganda, acho que não.

Alguma empresa deve ter interesse em patrocinar um dos esportes femininos coletivos mais bem sucedidos do país (tirando futebol e volei, obtivemos o melhor resultado em um mundial, junto com o handebol talvez) .

O material humano (as jogadoras) são de primeiro mundo, falta o apoio, que continua de terceiro.

Tenho muita fé que o trabalho do João Nogueira, novo responsável pelo Rugby feminino brasileiro, nos vá elevar desse patamar de subdesenvolvimento e nos coloque no lugar que devemos estar, entre os maiores. Os primeiros passos são sólidos, mas a caminhada deve ser dada em conjunto, com apoio de toda comunidade do Rugby brasileiro para ter sucesso.

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