Será que o Flag é a solução?


Esse post é baseado em uma matéria que saiu no site da IRB, com forte apelo social e de quebra atraindo crianças para o Rugby. Vale a pena dar uma conferida.

Na África do Sul, uma iniciativa visa tirar crianças do caminho do crime através do esporte como ferramenta de inclusão social. Até aí, nenhuma novidade. Várias entidades realizam atividades semelhantes no país, inclusive no Rugby, como o Rugby para Todos e a Hurra!.

A diferença é que esse é dirigida pela União local de Rugby, a SARU, em associação com a associação de Tag Rugby, uma espécie de flag do Rugby, muito desdenhada por aqui por não envolver o contato físico.

A meta desse piloto, é incluir 24 mil crianças de 40 escolas públicas da região oeste da capital. Se bem sucedido, deverá ser ampliado por todo o país. O projeto tem apoio ainda das Nações Unidas e departamentos ligados à educação e saúde do país. O projeto é semelhante ao desenvolvido pelo José Alpuim em Portugal (e se não me engano, no Nordeste), dando oportunidade da prática esportiva a crianças que de outro modo não teriam condição. Vale lembrar ainda que o Rugby não é o esporte favorito dos negros no país, também em virtude de sua ligação com os colonizadores.

Apesar do foco desse programa é estritamente melhorar a relação das autoridades policiais com a comunidade, através da aproximação das partes (alguns policiais serão técnicos das equipes), vejo que seria um modo muito eficaz de se atrair crianças para o Rugby. O flag não requer equipamentos caros (bola, faixas para serem amarradas), pode ser jogado em quadras poliesportivas e ser jogado por meninos e meninas de pouca idade.

Essas são sabidamente algumas das barreiras para o crescimento do Rugby aqui no Brasil. Escolas públicas possuem quadras geralmente, enquanto campos adequados são difíceis de serem encontrados por aqui. Por ter regras muito simples, não requereria instrutores com qualificação diferenciada, bastando professores de educação física. Além do mais, os pais têm muito receio em colocar filhos para praticar um esporte visualmente violento. Esse seria um meio de se iniciar as crianças nas práticas do Rugby, seus valores e também em seus fundamentos (correr, passar, atacar, defender). Assim teríamos muitas crianças com boa base para jogar em equipes quando na idade adequada. 

Acredito que deva ser algo a se pensar

Clique aqui para ler o artigo original (em inglês).

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