Aproveitar as oportunidades


A recente notícia da integração da Argentina no Três Nações – que se passará a chamar Quatro Nações – a partir da edição de 2012, vai permitir aos amantes do rugby em toda América Latina, que se possam deslocar a Buenos Aires, assistir pelo menos a três grandes jogos ao vivo, em cada ano.

Esta é uma boa notícia, especialmente para os países mais próximos, entre os quais o Brasil está incluído. Mas não podemos ficar por aqui, numa atitude passiva, sem tentar tirar todo o proveito potencial que estes deslocamentos irão proporcionar. Na verdade acho que a ABR, brevemente Confederação, deve investir em força junto àqueles quatro países, no sentido de aproveitar para que, a Argentina, por um lado, e a Austrália, a Nova Zelândia e a África do Sul, por outro, realizem ações de divulgação e desenvolvimento do rugby no Brasil.

Quanto à Argentina não vejo porque não fazemos um esforço para que nuestros hermanos venham passear até Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro ou Salvador, com a sua equipa A – a segunda equipe dos Pumas – ou mesmo com a sua terceira equipe, eventualmente com uma equipe M20, ou – porque não? – com as mulheres, e defrontar as nossas seleções. Ter ao nosso lado um dos grandes do mundo, que com esta entrada no Três/Quatro-Nações ainda vai ficar maior, e não conseguir que eles aqui venham com regularidade, ou ir até lá uma vez por ano, em qualquer uma das categorias, só se compreende por distração da direção da ABR….

Faz lembrar a história daquele índio muito distraído que vivia mesmo ali na Foz do Iguaçu, e, todo o dia, ao levantar, ouvia o barulho das águas e ficava momentaneamente muito intrigado: “ Que barulho é este??….Ah, já sei, são as cataratas!” Pois é, aqui mesmo pertinho está a Argentina…

E então que dizer dos três maiores do mundo? Que temos nós a aproveitar com a sua futura anual viagem à terra das Pampas? Olhem sinceramente não sei… São tantas as opções que quanto a mim a dificuldade está na escolha.

Basicamente haverá três opções para cada uma daquelas potências: ou uma segunda ou terceira equipe de seniores, ou a seleção feminina, ou uma equipe mais nova, tipo M20. Está agora nas mãos dos dirigentes do rugby brasileiro tomar a iniciativa. Mostrar que estão decididos a lutar pela melhoria do rugby no Brasil. Contatar as suas congêneres sul africana, australiana e neo-zelandesa e apresentar a idéia.

Mostrar que tem iniciativa e capacidade para receber aquelas equipas. Mostrar que o desenvolvimento do rugby em Terras de Vera Cruz é para valer. Se o conseguirem fazer, o resto são pormenores. Mas cuidado.

Lembram-se da história do índio e das cataratas? Pois é, se continuarem distraídos, podem acreditar: uruguaios, chilenos e até mexicanos vão-nos fazer passar uma vergonha…

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