Ousar lutar, ousar vencer!


A Federação de Rugby da Namibia meteu as mãos na massa e conseguiu, em pouco tempo, marcar uma data no calendário internacional da modalidade, com a organização do primeiro Torneio Internacional de Sevens do país.

Continente em fase de grande expansão rugbística, a África não tem ainda estabelecidos os marcos definidores da sua implantação, encontrando-se tudo em aberto.

Com exceção da África do Sul, não existe no continente, por enquanto, outra potência do mundo oval. A Namíbia, que ocupa o segundo lugar regional atrás dos Springboks, não consegue mais, no concerto das Nações, que um modesto 25º lugar. No entanto, este lugar confere-lhe uma posição no conjunto dos países em desenvolvimento, conforme definido pela IRB, ao lado de Portugal, Espanha, Uruguai e Rússia, entre outros.

No que respeita aos Sevens, e mesmo tendo em consideração a pouca exatidão do ranking respectivo, que apenas diz respeito à participação nas Séries da IRB, a situação continental é significativamente melhor, com quatro equipes entre as 20 melhores, e duas entre as 10 melhores. A África do Sul, com enorme consistência, ocupa o topo desta tabela também, e o Kenya, que no rugby de XV não passa da 42ª posição, tem aqui um destaque extraordinário, roubando para si a 6ª posição da tabela.

Completam o cenário a Tunísia (19º) e o Uganda (20º). E é nestas circunstâncias que a Namíbia consegue um lugar ao sol, com o Namíbia Sevens. Fruto de uma estratégia bem bolada pelos seus dirigentes, a Namíbia conseguiu garantir um patrocínio para seis anos, no valor total de quase R$4.440.000,00, o que dá cerca de 740 mil reais/ano. Cansada de aturar o anterior patrocinador que não andava nem desandava, a Federação da Namíbia conseguiu atrair o apoio de uma empresa publica namibiana, multifacetada, com interesses nas áreas financeira, seguros, educação, mídia, telefonia móvel, entre outros. Depois de garantido o suporte financeiro, a Federação apresentou o projeto do Torneio à IRB, que em finais de agosto acabou por lhe dar o seu acordo e consentimento. E em menos de um mês, os dirigentes africanos conseguiram garantir a presença de um conjunto invejável de presenças, montando aquele que deve ser o melhor Torneio de Sevens deste inicio de época.

É uma história que nada tem de especial. Mas prova que com vontade e determinação se conseguem estabelecer metas, vencer obstáculos e obter resultados. Fica a lição para a nova Confederação Brasileira de Rugby. O Brasil merece, tem capacidade e potencial para entrar na grande corrida. Só falta iniciativa e vontade de trabalhar.

Correção ao post sobre as Séries Asiáticas: Recentemente foi adicionado mais um Torneio às Séries, o Filipinas Sevens, que terá lugar em Subic, em 10 e 11 de Outubro.

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Uma resposta

  1. muito bom post, manuel! e vale lembrar que no XV, pelas eliminatórias para a Copa, a Namíbia enfrenta a Tunísia nos dias 14 e 28 de novembro!

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