Golfe e Rugby: intercâmbio na Argentina


Matéria que saiu no jornal O Estado de São Paulo, informa sobre possível parceria entre dirigentes de Brasil e Argentina para o desenvolvimento dos esportes n país.

A reportagem é de Vera Zukeran.

Parceria com hermanos pode trazer know-how a modalidades no Brasil

A notícia de que o rúgbi e o golfe se tornaram esportes olímpicos, anunciada anteontem pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), deve unir um pouco mais Brasil e Argentina. Isso porque, para desenvolver as versões masculinas das duas modalidades no País a tempo de fazer um bom papel nos Jogos de 2016, os dirigentes, entre outras iniciativas, querem estreitar laços com os vizinhos, em estágio de evolução bem mais adiantado.

O rúgbi do Brasil tem adeptos fiéis e competições regulares, mas engatinha em termos de estrutura. “Nós ainda somos amadores”, admite o presidente da Associação Brasileira de Rugby, Aloísio Costa. A situação, no entanto, não impediu Costa e outras pessoas ligadas ao esporte de elaborarem um projeto para esporte de alto rendimento. “Não queremos apenas um resultado olímpico e depois nada. A ideia é criar um legado que faça o esporte se desenvolver.”

Entre as iniciativas para fazer o rúgbi do Brasil se aproximar das grandes potências está a de dar atenção às categorias de base (15 anos) e aumentar o intercâmbio. “Vamos precisar de assistência técnica de outros países”, prevê o dirigente. A aproximação com a Argentina, uma força no esporte, é considerada opção mais lógica. “Até porque, diferentemente de outros esportes, no rúgbi não existe rivalidade entre nós.”

O capitão da seleção brasileira, Fernando Portugal, está otimista quanto às possibilidades de o País fazer um bom papel no Rio. Segundo ele, o esporte está na primeira divisão continental há dois anos, superando rivais de maior tradição. “Foi para nós a opção pelo rúgbi de sete, no qual o Brasil é melhor.”

Assim como o rúgbi, a realidade do golfe está distante das grandes potências. De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Rachid Orra, para o esporte se desenvolver será preciso apoio às categorias de base, a criação de campos públicos que permitam popularizar o esporte e intercâmbio. “A ideia é aumentar a comunicação com os países desenvolvidos. Já temos boa experiência nesse sentido com a Argentina, desenvolvida no Paraná.”

Empenho dos atletas não deve faltar. Guilherme Oda, o melhor amador nacional, já planeja a profissionalização no ano que vem. Mas alerta que para o golfe crescer será preciso trabalho. “Temos de investir, é preciso criar campos, oferecer aulas de graça, senão tudo continuará como está.”

 

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