Impacto do Rugby nas Olimpíadas


Qual o impacto desta decisão na prática do esporte no Brasil?

 

  

 

 

Após o anúncio oficial da volta do Rugby às olimpíadas, gostariamos de colocar uma questão: Qual o impacto desta decisão na prática do esporte no Brasil?

Apesar de não ser tão conhecido do grande público brasileiro, o Rugby vem crescendo de forma bastante dinâmica em nosso país. Considerado um esporte com fortes valores como garra, lealdade, solidariedade e espírito de equipe, desenvolveu-se de modo especial no meio universitário (apenas na USP – Universidade de São Paulo – existem 15 equipes) em todas as partes do país (há equipes em 21 dos 26 estados).

A seguir, algumas questões e respostas ilustram o que pode mudar na prática do Rugby no Brasil após a decisão do COI. Com a palavra Aluísio Dutra, presidente da ABR (Associação Brasileira de Rugby), Pierre Paparemborde – Diretor Técnico da ABR e Eduardo Mufarej, Diretor do Grab (Grupo de Apoio ao Rugby Brasileiro).


1) O Rugby acaba de ser escolhido como esporte olímpico (vai entrar nos Jogos Olímpicos que serão sediados no Rio de Janeiro). Qual impacto deve ter esse anúncio sobre o esporte no Brasil? *
O Rugby é o segundo esporte mais difundido no mundo, apenas atrás do futebol em número de praticantes. Esta inclusão nos Jogos Olímpicos representa uma oportunidade sem precedentes para a sua divulgação no Brasil. O público brasileiro gosta muito de torcer por seu time e, principalmente, pelo seu país, então os jogos serão uma excelente vitrine para o Rugby brasileiro.
Este processo também irá permitir ao Rugby brasileiro estreitar relações com o Ministério do Esporte, o Comitê Olímpico Brasileiro e, também, a federação internacional (IRB – International Rugby Board). Além disso, essa introdução deverá permitir a entrada de novos praticantes na modalidade, e nosso trabalho será reforçar a estrutura dos mais de 125 clubes existentes no país e as federações regionais.

2) O Rugby é pouco conhecido no Brasil. A modalidade principal desse esporte de origem inglesa é praticada por equipes de 15 jogadores. Porém, a escolhida pelo COI é a modalidade com 7 jogadores, chamada Seven. Quais a diferença entre as duas modalidades? *
O Seven representa para o Rugby tradicional (de quinze), a mesma coisa que o vôlei de praia para o de quadra. Uma versão mais acessível para o público, que privilegia o espetáculo e a jinga dos jogadores. Ao invés de dois tempos de quarenta minutos, são apenas dois de sete minutos (um intervalo de jogo de futebol). Isso permite a organização de torneios de 24 equipes em apenas 2 dias. O Rugby de quinze é baseado na potência dos atletas e na organização coletiva. Em comparação, o Seven é a “casa dos artistas”, com um jogo mais veloz, que requer mais agilidade e destreza, onde os contatos são mais raros que no Rugby de quinze. O biótipo dos atletas é diferente é a preparação física específica para essa modalidade. Sem dúvida, o Seven aprofundará o crescimento do Rugby para o público brasileiro

* Aluisio Dutra – presidente da ABR – Associação Brasileira de Rugby


1) Existe um planejamento específico por parte da sua federação para desenvolver a modalidade Seven até os Jogos Olímpicos de 2016? **
Sim. Temos procurado antecipar essa introdução. Nosso plano de desenvolvimento para 2010 é orientado para o Seven. Vamos multiplicar a organização de torneios regionais por todo o país para divulgar a modalidade. Estamos reforçando a formação de recursos humanos especializados, tanto na parte técnica, médica ou fisiológica. É importante salientar que o Seven é uma modalidade adaptada tanto para os homens como para as mulheres. Os torneios alternam jogos femininos e masculinos, o que consolida o espírito familiar do nosso esporte.

2) Qual é o nível mundial e sul-americano das seleções brasileiras feminina e masculina ? Alguma chance de medalhas? **
A Seleção feminina é pentacampeã sul-americana. Participou este ano em Dubai da primeira Copa do Mundo de Seven aberta para as mulheres. Terminaram na décima colocação, perdendo na final a Taça de Bronze contra a China. É, sem dúvida, nossa melhor chance de medalhas. No âmbito Pan-Americano, o Seven feminino terá como rivais as canadenses e americanas, que são as duas outras potências no continente. A seleção masculina tem um pouco mais de dificuldades no nível regional, ocupando a quarta colocação na América do Sul, atrás da Argentina (finalista da ultima Copa do Mundo), do Uruguai e do Chile. Com um bom trabalho será possível rivalizar rapidamente com essas duas últimas nações.

** Pierre Paparemborde – Diretor Técnico da ABR


1) O Rugby é um esporte que veicula valores muito diferentes dos demais esportes. Isso pode se tornar um atrativo para os patrocinadores que desejam se associar ao desafio olímpico?***
Com certeza. Antes de ser um esporte, o Rugby é uma cultura. Uma cultura que veicula seus próprios valores de união e espírito de equipe, de solidariedade, de superação e entrega de si, mas também de educação e respeito do adversário e dos árbitros. Esses valores são importantes no mundo de hoje, onde muitas vezes o coletivo acaba sendo preterido pelo individual. Além disso, o Brasil possui capital humano abundante que, com o devido apoio, poderá compor equipes competitivas em um curto espaço de tempo. Acreditamos que esses fatores ajudarão a obtenção de resultados tangíveis num futuro próximo.

*** Eduardo Mufarej – Diretor do GRAB

 

Fonte: ABR

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