Atlas do Rugby – Indaiatuba e Racing Métro


Essa semana, o Atlas do Rugby atrasou um pouco…falha minha (Victor) causada pelo feriado.

De qualquer forma, temos, nesta edição uma equipe em ascensão no cenário nacional, o Indaiatuba, mais conhecido como Tornados (com somente 2 anos de vida), e o Racing Métro, equipe centenária da França.

Quer o seu time na próxima edição do Atlas do Rugby? Envie um breve histórico da equipe e outras informações abaixo para blogdorugby@gmail.com. Agradeço ao Julius Laucevicius pelo envio do perfil. Como ele diria: “Vida Longa aos Tornados”.

tornados indaia logo

Nome: Tornados Indaiatuba

Cidade/Estado: Indaiatuba/SP

Estádio: Campo Moinho Bela Vista

Títulos: Campeonato Paulista do Interior – Taça de Prata (2009)

Site: www.indaiarugby.com.br

O time Tornados Indaia Rugby foi fundado na data de seu primeiro treino em 24/06/2007. Um grupo de garotos liderados por Vinicius “Furby” Cremasco, que viria a ser o capitão do time, empolgados com a transmissão da Copa do Mundo pela ESPN, procurou algumas informações sobre Rugby na Sec. de Esportes e descobriram que já havia tido Rugby na cidade (de 1998 a 2002 o Bandeirantes mandava seus jogos aqui em Indaiatuba) e que um jogador daqueles tempos, Jose Ricardo “Dentinho” Barbosa morava ainda na cidade.

Durante os primeiros treinos como de praxe, muita empolgação mas pouca técnica, só que o suficiente para atrair a atenção de muitos curiosos, entre eles, 2 jogadores do extinto Alphaville, Julius Laucevicius e Fernando Simionato. A empolgação e a vontade de aprender de todos se mostrou um verdadeiro potencial e os treinos somente aos sábados, rapidamente virariam treinos três vezes na semana. Sempre em paralelo a esta história, as meninas montaram e formaram o time feminino que incialmente era chamado de Tigresas.

Com o passar do tempo surgiu a necessidade da organização de um clube. O Indaiatuba Rugby Clube foi fundado oficialmente dia 29/03/2008. Em conjunto com a fundação do clube destaca-se a  formação da parceria com o Restaurante Moinho Bela Vista que tinha um campo de futebol anexo. Esta parceria acrescentou e acelerou um crescimento significativo ao decorrer do ano de 2008, possibilitando que o fossem recebidos vários times do Estado de São Paulo para amistosos aqui em Indaiatuba, além da participação em dois campeonatos o Paulista B e a Copa do Brasil. Mas o mais importante foi que todos os atletas e participantes sempre mantiveram o mesmo nível de motivação, o que sem sombra de dúvidas é o principal combustível do Clube.

Cabe aqui uma ressalva, apesar de sermos conhecidos por Tornados. O nome do nosso clube é Indaiatuba Rugby Clube, Tornados é o “apelido” do seu time principal, pois apesar de representar um terrivel fato que ocorreu na cidade em 2005, o Tornado possibilitou que muitas mudanças positivas ocorressem e transformassem esta cidade em uma das melhores para se morar no País.

Em 2009 o clube já mais estruturado, estatutos aprovados e registrados, pessoa jurídica formada, com sede e campos próprios, com material humano motivado, as meninas oficialmente integradas ao clube, proporcionou ao Indaiatuba Rugby Clube sua consolidação. Esta organização é fundamental para que todos os planos sejam executados. O time principal entrou em campo 20 vezes neste ano, disputou todos os campeonatos que pode disputar, aceitou e recebeu todos os amistosos que pode, objetivando dar mais experiência a seus jogadores.

Além disso, reformou e transformou o campo de futebol em um campo oficial e exclusivo para a prática de Rugby na cidade, o único na região e um dos poucos no Brasil. Desde Setembro vem promovendo clínicas de Rugby para crianças e adolescentes, tendo atendido mais de uma centena delas. Também mais recentemente, o Tornados conquistou seu primeiro título –  a Taça de Prata do Campeonato Paulista do Interior e está participando novamente da Copa do Brasil. O rugby feminino também está crescendo e seguindo os mesmos príncipios do masculino, não nega uma boa partida de Rugby.

O objetivo do Indaiatuba Rugby Clube é claro – Se transformar em mais um pólo de desenvolvimento do Rugby no Estado e no Brasil, respeitando e transmitindo os valores do esporte. Para isso conta muito com o suporte de seus patrocinadores, em destaque a Transportadora Rio Pardense e o Bar e Restaurante Moinho Bela Vista, além do apoio da Secretaria Municipal de Esportes de Indaiatuba. Obviamente não podemos esquecer a dedicação e garra de seus atletas que sempre estão presentes aos treinamentos, e nunca negam uma boa partida de Rugby, haja sol, chuva ou tempestade.

Para maiores informações, querendo um amistoso, ou um apoio no desenvolvimento do seu time – www.indaiarugby.com.br, ou pelo email contato@indaiarugby.com.br

racing metro

Nome: Racing Métro 92 Paris

Cidade /País: Paris, França

Estádio / Cidade: Stade Olympique Yves-du-Manoir (7.000), em Colombes, Paris

Títulos: Campeonato Francês: 5 (1892, 1900, 1902, 1959 e 1990)

Site: www.racing-metro92.com

Um verdadeiro monumento do esporte mundial. O Racing Club de France foi fundado em 1882 como um clube de atletismo e, em 1890, teve a fundação de seu departamento de rugby. A associação foi fundada sob os preceitos do esporte inglês, e foi, de início, uma agremiação  dos aristocratas parisienses. A marca do clube sempre foi a defesa dos “nobres espíritos do esporte”, ou como eles mesmos chamam, “o espírito do Racing”, baseados nos preceitos da prática esportiva da Inglaterra vitoriana:  “espírito de competição, nobreza do esforço, respeito ao adversário e amadorismo”.  O Racing é famoso tanto por sua equipe de rugby, como por seu time de futebol, tradicionalíssimo e ativo na primeira divisão francesa até a década de 60. A condição de bastião do amadorismo fez do rugby um esporte muito apreciado pelos membros do clube.

A história da equipe de rugby do Racing sempre faz remeter ao primeiro Campeonato Francês de Rugby, de 1892. Racing Club de France e Stade Français entraram em campo para disputar a final do torneio. O árbitro foi ninguém menos que Pierre de Coubertin, o pai dos Jogos Olímpicos, árbitro e amante do rugby. A vitória foi do Racing, primeiro campeão francês da bola oval. A final do ano seguinte, 1893, foi a revanche do Stade, que se sagrou campeão. A partir de então, a cidade de Paris passou a ser dividida no rugby entre seus dois expoentes: Racing e Stade Français, uma rivalidade que será revivida em 2009, pela primeira vez na era profissional.

A criação do troféu Yves-du-Manoir, em 1931, também foi obra do Racing. A França vivia o momento mais turbulento da história de seu rugby. A década de 1920 havia assistido a uma explosão de violência – e algumas mortes! – nos gramados franceses. Estádios lotados e ânimos exaltados por toda a parte. E denúncias de profissionalismo ilegal a todo o momento. Em 1931, 12 clubes, dentre eles o Stade Français, se desligaram da Federação Francesa de Rugby e fundaram a União Francesa de Rugby Amador. A fim de evitar o cisma, o Racing Club, leal à FFR, lançou uma nova competição cujo objetivo era promover o jogo limpo e os ideais máximos do rugby. Surgiu assim o Challenge Yves-du-Manoir, homenagem a um atleta do clube morto em acidente aéreo. O troféu era considerado o segundo mais importante do país, e foi descontinuado em 2003, pela falta de espaço no calendário, agora cheio de competições européias. Ironicamente, os racingmen (como são costumeiramente chamados) nunca foram campeões do certame.

Os anos 90, especialmente os seguidos ao advento do profissionalismo, foram péssimos para o Racing, afundado em problemas financeiros. A solução encontrada foi a fusão do departamento de rugby do Racing Clube de France com o U.S. Métro, um clube dos funcionários dos transportes públicos de Paris. O grande clube aristocrata da cidade se uniu aos trabalhadores dos transportes. Foi criado, assim, o Racing Métro 92, time cuja marca é a excentricidade. Não só pela fusão inusitada, mas pelo famoso apego dos jogadores do clube à vida noturna e aos episódios famosos envolvendo o clube – como beber champagne em campo e usar vestimentas à tomada da Bastilha. No entanto, a equipe é mais famosa por um grupo de jogadores da linha da equipe que se notabilizaram por ações inisitadas. Na década de 80 , os “show bizz”, Yvon Rousset, Eric Blanc, Jean-Baptiste Lafond, Philippe Guillard e Franck Mesnel pintaram os cabelos, provocaram as equipes bascas, pintaram as caras e até presentearam o presidente francês François Mitterand com uma gravata borboleta rosa, a mesma que eles usaram na final do campeonato de 1987.

Dentre os grandes jogadores da história do rugby francês que vestiram as cores dos pingüins (apelido do Racing) destaque especial para o pilar Robert Paparemborde, pai do Pierre Paparemborde, dtécnico do Brasil.  Recentemente passou pela equipe Agustín Pichot (ex-Puma), e hoje vestem a camisa dos ciel et blancs (celeste e brancos) jogadores como Andrew Mehrtens (ex-All Black), François Steyn (Springbok), Andrea Lo Cicero (seleção italiana),  Lionel Nallet e Sebastien Chabal, ambos da seleção francesa.

Resta falar do histórico estádio Yves-du-Manoir, mais conhecido como Estádio Olímpico de Colombes. Localizado no subúrbio noroeste de Paris, o estádio foi o palco dos principais eventos dos Jogos Olímpicos de 1924, e sede da final da Copa do Mundo de Futebol de 1938. À época, o Colombes tinha capacidade para 60,000 pessoas. Até a década de 1970, o estádio era a principal casa da seleções franceses de futebol e de rugby, que mandava suas partidas de Seis Nações no estádio. A idade avançada do estádio (construído em 1907) e a falta de maiores investimentos fizeram com que o Racing reduzisse sua capacidade para meros 7 mil espectadores. No entanto, há planos de reformulá-lo e transformá-lo em um estádio moderno para 15 mil pessoas, à altura de uma equipe de Top 14.

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2 Respostas

  1. Vida Longa aos Tornados!

  2. […] Essa semana, o Atlas do Rugby atrasou um pouco…falha minha (Victor) causada pelo feriado. De q… « Futuro garantido MASCOTE DO BRASIL » […]

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