Falando de Sevens – O homem que matou o leão!


MRC 7'S RWC ATÉ QUANDO

O numero de candidaturas à organização do Campeonato do Mundo de Sevens – RWC de 2013 – é espelho do crescente interesse pelos Sevens ao redor do Mundo, e demonstra claramente que a recente introdução da variante no Programa Olímpico, não é, de modo algum, motivo para o cancelamento da Prova, como as declarações de responsáveis da IRB fizeram temer.

A afirmação por diversas vezes repetida por responsáveis pela IRB de que os Jogos Olímpicos serão o “pináculo” do rugby, deu espaço para algumas interpretações que afirmam que a RWC será abandonada.

Esta afirmação levantou uma polemica, já que a definição de pináculo não infere nenhuma decisão, tanto podendo ser o pináculo de um desporto que tem outros pontos altos nas Sevens World Series (SWS), Séries e campeonatos regionais, e RWC, como pode ser o ponto alto de um desporto que nada mais tem senão os próprios Jogos Olímpicos e os torneios que lhe darão acesso.

Se a segunda opção for escolhida, creio bem que a grande maioria dos que se emocionaram com a admissão no Programa Olímpico, chorarão torrentes de lágrimas ao verem a estrutura desportiva que foi erguida ao longo dos anos, sempre com o incontestável apoio dos eternos adeptos e seguidores, desmoronar-se em olímpicas nuvens de deserto, com um pequeno e pinacular oásis no seu meio.

Ou será que a RWC será substituída pelas SWS? Nesse caso estaremos a negar a verdadeira essência dos Sevens: um vencedor e um vencido a cada 15 minutos, e um único vencedor no final do dia. As SWS são um grande acontecimento, mas ser o primeiro classificado no ranking, ao fim dos oito torneios, não substitui a glória de ser aplaudido, como único vencedor, no final de cada um dos torneios.

Os sevens são uma arena romana, e ninguém se importa com o rapaz que não foi morto pelo leão – quem fica para a história é o homem que matou o leão!

Aproveito ainda a ocasião para discordar frontalmente com qualquer competição mundial, tipo RWC ou Jogos Olímpicos, que não seja organizada para a participação de, pelo menos, 24 equipes. É muito bonito assistir às diversas afirmações, produzidas por todo o tipo de pessoas, de que afinal vencer não é tudo, para depois se pretender que na maior competição desportiva do mundo, apenas participem as 12 melhores equipes.

Não existe nenhum critério razoável que justifique essa decisão, nem o argumento da duração da competição é válido, como o prova os sucessivos êxitos do Hong Kong Sevens ou das RWC, jogados num só estádio, em três dias sucessivos.

A ABR pode e deve ter aqui uma palavra a dizer, afirmando a sua capacidade de gerir um evento com a dimensão ajustada para 24 equipes masculinas e 16 equipes femininas.

O fato da IRB não ter introduzido nenhuma alteração, até este momento, na organização da RWC 2013, parece ser um bom sinal, mas será bom acompanhar a situação, na esperança que não haja nenhum volte face por parte daquele organismo.

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