Atlas do Rugby – Varginha e Bourgoin


Atlas do Rugby atrasado! Perdão a todos, o Atlas custou a sair devido a problemas técnicos e de sobrecarga de fim de semestre… Varginha Rugby, de Minas Gerais, e Bourgoin, da França, para o leitor do Blog do Rugby!

Nome: Varginha Rugby

Cidade/Estado: Varginha/MG

Campo: Estádio Municipal de Varginha

Títulos: Campeonato Brasileiro da Série B: 2 (2002 e 2004)

O Rugby em Varginha surgiu em 1996, quando Emannuel Jean-Pierre Armagnat, um francês radicado no Brasil, comprou a idéias de jovens que brincavam de futebol americano no grêmio de uma empresa na qual ele prestava serviços. A partir daí, o rugby passou de esporte de europeus a estilo de vida para aqueles jovens. O Varginha Rugby nasceu em 2001, a partir de uma divisão do extinto Minas Rugby, também de Varginha. Logo no seu primeiro mês, o time participou do seu primeiro torneio, a Copa Minas-São Paulo, na qual se sagrou vice-campeão,iniciando uma trajetória de vitórias e de grandes atuações, que seriam diretamente responsáveis pelas constantes convocações para a seleção brasileira de atletas do clube, tanto para a adulta como para o selecionado juvenil.

Em 2002, o Varginha obteve seu promeiro título nacional de rugby XV, ao vencer o Curitiba na final do Campeonato Brasileiro da Série B. No ano seguinte, o time disputou o Super 8, mas não obteve êxito e foi rebaixado, tendo apenas obtido um empate contra os O’Malleys. Em 2004, o Varginha Rugby alcançou seu maior êxito ao se tornar bicampeão brasileiro da Série B (rugby de XV), ao vencer novamente a equipe do Curitiba Rugby, por 25 x 8. No mesmo ano, o time mineiro obteve vitória sobre o mesmo Curitiba, na modalidade de sevens. A equipe varginhense é especialista em sevens e sempre atinge boas colocações nos torneios nacionais e internacionais disputados em território brasileiro. A cidade é famosa por sediar o E.T. Sevens, torneio batizado em alusão ao famoso E.T. de Varginha.

O grande destaque na categoria foi o Torneio Internacional da Cidade de São Paulo, um marco por ser o primeiro torneio a ser televisionado no Brasil. No torneio, o Varginha deisputou um de seus maiores jogos, contra os temidos neo-zelandeses Karakas Rugby, na disputa pela terceira colocação.

Jogadores varginhenses já tiveram atuações pelas seleções de XV adulta , juvenil e de sevens, e alguns já passaram pela Argentina, Colômbia, Uruguai, Chile, Venezuela, França e País de Gales.

Nome: Club Sportif Bourgoin-Jallieu Rugby

Cidade/País: Bourgoin-Jallieu, França

Estádio: Stade Pierre Rajon (capacidade: 9.400)

Títulos: European Challenge Cup: 1 (1997)

Site: www.csbj-rugby.fr

Bourgoin-Jallieu é uma das menores cidades com equipe no Top 14, tendo menos de 25 mil habitantes. Localiza-se no departamento de Isère, próxima a Lyon, e é a terra natal dos arpitanos. Não se trata exatamente de um movimento separatista ou autonomista, como é o caso das regiões bascas, catalãs ou occitanas. Mas sim de um grupo linguístico. O arpitano é uma língua falada em boa parte dos Alpes franceses, em pedaços da Suíça e Itália, e é muito próxima do occitano e do francês. Com isso, como quase todo o Top 14 é formado por equipes de cidades que não se dizem apenas francesas, podemos incluir o Bourgoin nesse clube também. Além disso, por se tratar da única equipe da região no Top 14, o Bourgoin hoje desfruta de popularidade fora de sua cidade: em toda a região do Ródano-Alpes (Rhône-Alpes) e da chamada Arpitânia. Prova disso é o jogo de Heineken Cup que a equipe disputou em Genebra, na Suíça, que teve público de 16 mil pessoas (em um país sem tradição no esporte).

Fundado em 1906, o CSBJ nunca teve muito êxito. Os berjalliens , contudo, sempre mantiveram uma boa base de jogadores, e o trabalho na base surtiu efeito na década de 1990, sobretudo na era profissinal. Em 1995, pela primeira vez a equipe chegou ás semi-finais do Campeonato Francês. E, em 1997, com uma ótima geração, o time alcançou a final do campeonato, perdendo para o Toulouse, por 12 x 6. O time também foi vice-campeão do Challenge Yves-du-Manoir em 1997, 1999 e 2003. Apesar de não ter mais voltado a uma final naconal, os berjalliens alcançaram as semi-finais do fortíssimo Top 14 por mais três oportunidades: 2004, 2005 e 2006, tornando-se um dos mais fortes times franceses. Contudo, foi no cenário europeu que o time brilhou mais. No brilhante ano de 1997, o melhor, sem dúvido, da história do clube, os fracassos nas duas finais nacionais foram apagadas pelo título (o único importante de sua história) da European Challenge Cup, batendo o Castres, por 18x 9, na final. Em duas novas oportunidades a equipe voltou a disputar a final da segunda competição européia: em 1999, quando foi derrotado pelo Montferrand (atual Clermont) e agora em 2009. A temporada européia de 2009 foi de um espírito de superação incrível. O time amargou a zona de rebaixamento do Top 14 quase até o final, mas, paralelamente, vencia e avançava na Challenge Cup. O resultado final foi sensacional. O Bourgoin escapou do rebaixamento e chegou à final do europeu, fazendo grandes jogos. Perdeu na final para o Northampton Saints, mas só de ter chegado à final foi um grande feito. Contudo, à época a crise financeira já tomava conta do clube. No início da temporada 2009-10, o Bourgoin recebeu um ultimato da LNR (Ligue National de Rugby) para que desse garantias financeiras de que poderia jogar o Top 14. À beira da falência, a equipe cogitou, inclusive, uma união com o Lyon OU. Ao final, os berjalliens conseguiram dar as devidas garantias e não foram rebaixados à ProD2. Mas o futuro ainda é incerto para o time de Isère.

As cores grená e azul celeste da equipe são uma homenagem ao clube de futebol Aston Villa, da Inglaterra, para o qual torciam os ingleses que ajudaram na fundação do time. Os golfinhos que aparecem n símbolo podem parecer estranhos, já que a cidade fica longe do mar. Mas não são. Eles são os símbolos do Delfinado, antigo nome de boa parte da Ródano-Alpes na época da monarquia. O título de Delfim era dado ao herdeiro do trono francês.

Como curiosidade, o Bourgoin foi a primeira equipe profissional onde atual Sébastien Chabal – antes mesmo de ele usar o visual homem das cavernas.

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