Giro de Hong Kong pela Europa


A seleção de Hong Kong fez um giro de 3 partidas pela Europa, contra Alemanha, República Tcheca e Holanda. Uma iniciativa muito importante, já que não é sempre que vemos test matches e tours entre países do chamado Tier 3 que não figuraram nos últimos mundiais.

A seleção asiática de Hong Kong, que ocupava o 36º lugar no ranking mundial da IRB (atrás do Brasil), fez uma série de amistosos (de Test Matches) na Europa, enfrentando seleções do chamado Tier 3 da IRB, um terceiro escalão do rugby union mundial segundo a entidade. O primeiro jogo dos Dragões foi contra a Alemanha, 26ª do ranking e que atualmente disputa a Primeira Divisão do Europeu de Nações (European Nations Cup 1). O jogo foi na cidade de Heidelberg, bastião do rugby alemão, dia 12/12. O resultado final foi 24 x 14 para os anfitriões. Um placar relativamente parelho, que pode servir de importante comparação entre o atual estágio do rugby dos países asiáticos que, excetuando o Japão, pouco são conhecidos do público internacional em termos de rugby de XV.

O segundo jogo (dia 16/12) foi contra a seleção da República Tcheca, 36ª do ranking, e que disputa a Segunda Divisão A da ENC (2A), em Praga. E outro resultado parelho: 17 x 5, para os tchecos.

Por fim, o último já foi contra a Holanda, 34ª do ranking, no dia 19/12, em Amsterdã. Os holandeses atualmente disputam a Segunda Divisão B da ENC, e vem se recuperando de uma década muito ruim para o rugby local. O placar foi de 25 x 10 para o time laranja, sendo que o cansaço dos Dragões deve ser levado em consideração.

O saldo desse tour não é uma avaliação propriamente nem do rugby de Hong Kong, do futuro do rugby chinês, ou do rugby dos países europeus que estiveram em campo, mas da importância de se fazer cada vez mais jogos internacionais entre as seleções do Tier 3, que estão frequentemente confinadas apenas a seus campeonatos continentais e não têm oportunidades de disputar partidas de rugby XV contra seleções de outras partes do mundo e, tampouco, contra equipes de países em estágios superiores de desenvolvimento do rugby. As partidas do Brasil contra a França Federal, por exemplo, são outro exemplo da importância de tal intercâmbio rugbístico para o desenvolvimento do esporte no mundo. Certamente que a falta de dinheiro e o amadorismo vigente na maioria dos países são os maiores emepecilhos para que mais giros internacionais como o de Hong Kong ou da França Federal venham a ocorrer, e essa deveria ser uma das preocupações da IRB para o futuro: viabilizar cada vez mais esse intercâmbio, entre um número cada vez maior de países. O futuro do rugby (sobretudo o de XV) passa por essa questão.

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