Atlas do Rugby – Guanabara e Edinburgh


Agora o Atlas do Rugby está completo! Todos os 10 países do primeiro escalão do rugby mundial já tiveram clubes exibidos no Blog do Rugby. A bola da vez é o rugby escocês, representado aqui pelo seu maior expoente, o Edinburgh Rugby! E pelo rugby brasileiro, mais um time carióca, o Guanabara.

Nome: Guanabara Rugby Football Clube

Cidade/Estado: Rio de Janeiro/RJ

Campo:UFRJ/Praia Vermelha e Praia de Copacabana

Títulos: Campeonato Fluminense: 1 (1980, como Guanabara Rugby)

Site: http://www.guanabararfc.com

O Guanabara Rugby Fotball Clube havia sido formado no final da década 70, por franceses que atuava nas obras do metrô na cidade do Rio de Janeiro, o clube atuava com as cores da frança revolucionária, e participou ativamente do Campeonato Brasileiro de Rugby nos anos 80, infelizmente no final da década de 80 e no começo dos anos 90 o rugby no brasil esteve em um declínio muito forte e o time acabou fechando suas portas.

Idealizado por seus fundadores como um meio de promover o progresso e o desenvolvimento do rugby na cidade do Rio de Janeiro, o Guanabara Rugby Football Clube nasceu com a determinação de atuar fundamentalmente como uma equipe disputante de jogos de rugby union de 15 jogadores. Marcelo Wallace Paiva conheceu o esporte através da Copa do Mundo de Rugby de 1995. Devido a este interesse, desde o ano 2000 colaborava com um site dedicado à modalidade (o Rugby Magazine), e oferecia suas idéias sobre meios e maneiras de fazer o rugby crescer como esporte no Brasil. Inicialmente apoiado por sua esposa, Melissa Paiva, foi buscar parceiros e, assim, conheceu Thiago Câmara, que já havia treinado em alguns clubes no Brasil, e que também se interessou com a proposta de criar um clube no Rio de Janeiro. O Guanabara RFC nasceu oficialmente no dia 5 de junho de 2005. Juntaram-se ao trio fundador Dennis Sieber e Rafael Gusman, que se comprometeram com o idealismo em desenvolver a modalidade no seu formato tradicional.

Tendo conhecimento da existência de um time de rugby com o mesmo nome no passado, Marcelo Paiva entrou em contato com os antigos membros do clube, para verificar se haveria algum problema com a utilização do nome. Entrando em contato com o Sr. Claudio Beff, desconsideraram qualquer problema a respeito da liberação do nome, e no final incentivaram em favor da empreitada, tornando a união maior ainda dos antigos jogadores de rugby ao mais novo clube.

Após algumas discussões sobre o nome da equipe, foi definido que o mais correto seria optar por algo diretamente ligado ao município do Rio de Janeiro, caracterizando uma das marcas tradicionais do rugby ao redor do mundo: o vínculo comunitário. Desta forma, a referência à Guanabara (tanto ao extinto estado quanto à baía do mesmo nome) foi escolhida, sendo o passo seguinte a definição das cores. Estas foram retiradas de uma interpretação dos símbolos presentes no brasão do município, em aspectos históricos de maior relevância espiritual e no pavilhão da cidade.

Assim, o ouro é uma referência ao globo armilar, marca da saga lusitana dos descobrimentos, símbolo incontestável de bravura e inteligência, algo vital para o espírito de uma boa equipe de rugby. O carmesim é uma homenagem ao santo mártir e padroeiro da cidade: São Sebastião, sendo a cor uma alusão ao sangue derramado em sacrifício. Entenderam os fundadores, que é o espírito de doação e renúncia, aspectos fundamentais no forjar do caráter de um adepto do rugby, para além das partidas, como um compromisso moral, para com seus confrades de clube, para com sua família e comunidade. O azul e o branco, são homenagens ao pavilhão municipal, sendo o azul referentes à Cruz de Santo André e o branco ao fundo no qual a cruz está inserida.

O Guanabara disputa hoje o Campeonato Fluminense de Rugby. O antigo Guanabara Rugby fora campeão fluminense em 1980, e vice-campeão brasileiro em 1979. Após a refundação, contudo, a equipe ainda não conquistou nenhum títulos oficial na modalidade de XV jogadores.

Nome: Edinburgh Rugby

Cidade/País: Edimburgo, Escócia

Estádio: Murrayfield Stadium (capacidade: 68,500)

Títulos: Scottish League: 1 (2002-03)

Site: www.edinburghrugby.org

O Edinburgh Rugby nasceu em 1995, com a instituição do rugby profissional no mundo. Indo na direta oposta das tradições do rugby no país, a União Escocesa de Rugby (SRU) decidiu por copiar o modelo irlandês de rugby profissional, isto é, baseado em seleções regionais (provinciais no caso irlandês, distritais/regionais no caso da Escócia), ao invés de se profissionalizar os clubes, tradicionalmente mais importantes no país. Não que jogos inter-distritais não ocorressem. Foi na Escócia que a primeira partida do gênero foi disputada, em 1872, entre Edimburgo e Glasgow, com vitória de 3 x 0 para Edinburgh. Hoje, a partida entre Glasgow e Edinburgh é conhecida como 1872 Cup, em homenagem à histórica partida.

Mas a história do rugby escocês sempre girou em torno dos clubes. Em 1995 a realidade mudou, e quatro equipes profissionais foram fundadas: Edinburgh, Glasgow, Scottish Borders (o sul) e Caledonia (o centro-norte).  As equipes tinham sido fundadas com o intuito de competirem com força na segunda edição da Heineken Cup (1996-1997) e no novo Inter-Distrital escocês, que não fez sucesso algum. Contudo, o débito crescente da SRU obrigou as 4 equipes a serem fundidas em 2 grandes franquias, em 1998: Edinburgh Reivers (resultado da fusão de Edinburgh com Borders) e Glasgow Caledonians Reds (fusão de Glasgow e Caledonia).

As duas novas super-equipes foram incluídas na nova Welsh-Scottish League, na temporada 1999-2000. E, em 2001, foi criada a Celtic League, com a inclusão das equipes irlandesas. No ano seguinte, o Edinburgh Reivers passou a se chamar somente Edinburgh Rugby, devido à recriação do Border Reivers. A super-equipe de Edinburgh-Borders foi dividida, com Edinburgh voltando a representar somente seu próprio distrito. Nesse mesmo ano, foi criado em paralelo à Liga Celta a Scottish League, entre as três equipes do país. A competição teve apenas uma edição, com o Edinburgh Rugby se sagrando campeão. A temporada 2003-04 foi uma das melhores da história do time, com o vice-campeonato da Celtic Cup. Na final, os escoceses foram derrotados pelo Ulster, da Irlanda, por apertados 27 x 21, em pleno Murrayfield. Na temporada 2003-04, o Edinburgh Rugby conseguiu avançar às quartas-de-finais da Heineken Cup pela primeira e única vez em sua história.

Em 2005-06, a SRU promoveu profundas mudanças na estrutura de suas equipes. Edinburgh foi escolhida para ser a primeira franquia privatizada do país, tendo sido adquirida pelos empresários Alex e Bob Carruthers. O time foi rebatizado, passando a se chamar Edinburgh Gunners. A mudança de donos não deu certo, e a equipe voltou a ser operada pela SRU, voltando a se chamar Edinburgh Rugby. A SRU promoveu também a mudança de estádio do time. Os gunners (apesar da torça de nome, o apelido permaneceu) saíram do velho Meadowbank Stadium para mandar suas partidas no gigante Murrayfield.

Apesar das tentativas da SRU, nem Glasgow nem Edinburgh conseguem grandes públicos ou grandes resultados. Em 2008-09, o Edinburgh atingiu o excelente vice-campeonato da Magners League (a Liga Celta), com Andy Robinson como técnico, e conseguiu um público de mais de 12 mil pessoas para sua partida contra Glasgow (um record para partidas inter-distritais/regionais na Escócia). O fraco desempenho e o fraco apoio popular podem ser tidos tanto como frutos da decadência do rugby escocês na década de 2000 como pelos fracos laços existentes entre público e equipes distritais/regionais no país, pelo passado clubístico do rugby local.

Dentre os grandes nomes do Edinburgh Rugby estão os jogadores que formaram a base da seleção escocesa dos últimos anos, como Chris Paterson, Allister Hogg e Phil Godman (todos hoje na equipe); Marcus di Rolo, Scott Murray, Nathan Hines, Simon Taylor e Craig Smith, bem como atletas estrangeiros como os ex-All Blacks Todd Blackadder e David Hewett, e o canadense Mike Pyke.

No panorama clubístico da Escócia, as maiores forças vêm historicamente de dois lugares: da cidade de Edimburgo (onde é um esporte tradicionalmente da classe média) e da região de Scottish Borders (onde o rugby é um esporte da massa). A capital escocesa conta com 6 clubes principais (a maior parte originado de colégios e universidades), e hoje está em vantagem, com  todos disputando a primeira divisão nacional. Contudo, são os clubes de Borders que possuem mais títulos no país. Os clubes de Edimburgo são: Boroughmuir, Currie, Edinburgh Academicals,  Heriot’s (que disputa também a atual British and Irish Cup), Stewart Melville e Watsonians.

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