Resumo do final de semana


O que de melhor aconteceu no rugby europeu neste final de semana: Magners League, Guinness Premiership e Top 14! Relatos e vídeos das partidas do rugby internacional!

Depois da rodada de meio de semana, o Campeonato Francês (Top 14) teve rodada também neste domingo. A liderança continua nas mãos do Castres, que atropelou o lanterna Albi no derby do Tarn. O CO vem jogando um rugby bonito, solto, com jogadas rápidas envolvendo os 3/4 e a terceira linha. Com 6 tries, incluindo 2 do abertura Cameron McIntyre e 1 do asa neozelandês Chris Masoe, o time comandado pela dupla de técnicos Travers e Labit venceu por 44 x 10, seguindo firme na liderança, e contrariando todos os prognósticos. Mas na sua cola está o Clermont. O time da Auvérnia atropelou o Toulon, por largos 39 x 3, com Wilkinson (substituído aos 42′ com dores), Contepomi e Fernandez Lobbe em campo pelo time provençal. A vitória foi contundente, com 5 tries à favor do Clermont, contra um mísero penal convertido por Fauque (substituindo Wilko). O time clermontois demorou a se desgarrar no placar. O primeiro tempo terminou com magra vantagem: 10 x 0, fruto do try do segunda linha canadense Jamie Cudmore somado à conversão e ao penal chutados corretamente por Morgan Parra. Fauque diminui para os visitantes, mas Parra anotou o segundo try do Clermont, logo em seguida, após roubada de bola no ataque do Toulon. Parra seguiu dando a toada no ritmo ofensivo do Clermont, que não deu trégua na segunda etapa. Um penalti-try aos 60′, mais dois tries (de Malzieu, em grande jogada de Rougerie e Privat, e de Senio) liquidaram a fatura. 39 x 3.

Clermont e Castres aproveitaram para se distanciar de seus perseguidores. O terceiro colocado Racing Métro tinha uma tarefa aparentemente tranquila: receber o Bourgoin. A sequência de 9 vitórias consecutiva dos parisienses chegou ao fim, justo na hora errada e contra um oponente da parte de baixo da tabela. Um drop goal do abertura Benjamin Boyet e um try do pilar Camille Levast, nos 15 primeiros minutos, deixaram o Bourgoin à frente por 11 x 0. Daí para frente o Racing tentou alcançar o adversário, mas foi incapaz. O abertura Wisniewski bem que tentou, anotando um try e um drop goal. Mas a jornada não era mesmo dos racingmen. Com apenas 1 ponto atrás faltando mais de 15 minutos para o fim do jogo, o Bourgoin segurou de todas as formas o Racing e impediu que novos pontos fossem anotados. A última tentativa foi de Wisniewski, mas o chute foi para fora. 18 x 17 para Bourgoin.

A tarde não foi mesmo do rugby parisiense. O ex-todo-poderoso Stade Français segue em crise no campeonato nacional, estando de fora inclusive das zonas de classificação para os palyoffs e para a H Cup. Desta vez, o time de Max Guazzini ficou em um fraco empate fora de casa contra o humilde Montauban. Seis pontos de Lionel Beauxis – melhor do Stade no momento -, e só. O resultado foi bom para o Biarritz, que não encontrou problemas para superar o Montpellier do abertura Trinh-Duc. 26 x 10, e sexto lugar para os bascos.

Quem perdeu muito na rodada foi o Perpignan. Os atuais campeões sofreram uma pesada derrota para o Brive, que finalmente mostrou o bom rugby ofensivo que se esperava dele no início da temporada. E mais: a então sofrível defesa dos alvi-negros não comprometeu desta vez, passando ilesa pelo ataque dos catalães. A peleja foi equilibrada durante o primeiro tempo e a maior parte do segundo, com os brivistas anotando apenas um try, com o pilarzão georgiano Khinchagishvili. Contudo, as perdas de seu s dois melhores 3/4, Maxime Mermoz e David Marty, pelo Perpignan, ainda na primeira etapa, era um prenúncio de que as coisas não seriam boas. Com o full back Alexis Pallisson com a pontaria afinada, o Brive pressionou muito nos últimos 15 minutos. Pallisson foi premiado com um importante try, após grande jogada de Waqaseduadua. Por si só, este try já garantiria a vitória, colocando 14 pontos de frente a 10 minutos do fim. Cooke anotou mais um try, e a vitória foi selada. 29 x 9. Com isso, o Perpignan está se notablizando nesta temporada por perder jogos que não deveria – como aquele da H Cup contra o Treviso.

Na última partida da noite, o vice-lanterna e desesperado Bayonne recebeu o Toulouse, que necessitava vencer para aproveitar os deslizes de Racing e Perpignan. A vitória foi do Toulouse, mas os occitanos não convenceram. Os 15 pontos foram anotados pelo veterano abertura Jean-Baptiste Elissalde (com 4 penais e 1 drop goal), aproveitado os penais concedidos pelos bascos. A vantagem obtida era frágil, e o Bayonne quase obteve o empate. O ponta Benjamin Fall anotou um try aos 73′, após scrum de 5 metros. A conversão feita pelo abertura Garcia deixou o placar em 15 x 13. Mas não havia mais tempo suficiente para a virada, e a vitória foi do Toulouse, agora terceiro colocado.

Munster? Leinster? Ospreys? Nenhum deles. A Magners League tem um líder inesperado. É o escocês Glasgow Warriors. Após vencer em casa o Edinburgh, pela primeira partida válida pela Greaves Sports 1872 Cup (troféu dado ao vencedor dos duelos escoceses), os Warriors triunfaram novamente sobre seus rivais, garantindo a posse do troféu e a liderança da Liga Celta. O jogo no estádio de Murayfield (para um público de quase 12 mil pessoas) começou em ritmo forte, com o abertura Dan Parks anotando um penal e um drop em questão de 7 minutos, a favor dos guerreiros de Glasgow. O jogador escocês (nascido na Austrália) já havia o grande feito de bater a marca dos 1000 pontos na carreira na Liga Celta, mas vinha sendo contestado por alguns dentro da equipe. O técnico Sean Lineen apostou no jogador, que foi simplesmente o melhor da partida, em atuação acima da média. A competição nos chutes, claro, se deu contra Chris Paterson, que não decepcionou, diminuindo para 6 x 3 o placar, aos 10′. Aos 13′, o ponta canadense Van der Merwe correu para um try essencial para as pretensões dos azuis. Paterson e Parks continuaram o duelo pessoal na pontaria, com Paterson levando a melhor ao final da partida (5 x 3). Mas de nada adiantou. O try do full back Bernardo Stortoni, que correu livre para anotar os 5 pontos, fechou a vitória de Glasgow. 22 x 15, liderança e 1872 Cup.

No único jogo envolvendo irlandeses na rodada – já que o confronto entre LeinsterConnacht foi adiado pelo mau tempo -, Ulster e Munster duelaram na capital da Irlanda do Norte, Belfast. O jogo foi tenso. O Munster precisava vencer para não deixar os Warriors desgarrarem, enquanto Ulster precisava vencer logo para lograr as primeiras posições, em uma competição que ainda se mantém muito equilibrada. O destaque do derby irlandês não foi um irlandês, mas um escocês. Simon Danielli, ponta do Ulster, foi o herói da partida. Num espaço de 3 minutos, Danielli anotou 2 tries. O primeiro foi aos 19′, vencendo Doug Howlett na disputa pela bola, o escocês correu para anotar 5 pontos. O segundo foi aos 22′, em boa corrida após passe de Trimble. Munster foi obrigado a acordar. O springbok De Villiers – grande contratação do ano – anotou o primeiro try de Red Army após o colapso de scrum. 15 x 10, ao final do primeiro tempo. O segundo tempo foi feio e truncado, não produzindo mais pontos. O placar final foi 15 x 10.

Nos confrontos galeses, vitórias de Scarlets e Ospreys. No dia 31/12, os Dragons receberam os Scarlets, pior equipe do Pais de Gales no certame. Com isso, a torcida do Newport Gwent Dragons esperava assistiram à imprescindível vitória de sua equipe, que precisa urgentemente de um resultado melhor que o já tradicional último lugar entre os galeses na Magners League. A grandeza do rugby de Newport estava em jogo, mas, mais uma vez, a inferioridade técnica da equipe se fez presente. Os dragões foram incapazes de superar o vice-lanterna Scarlets, que somou a segunda vitória consecutiva, e já se aproxima dos dragões. 14 x 9, com apenas 1 try anotado (por Priestland, aos 20 minutos, a favor dos visitantes). Na outra partida, os Ospreys receberam o Cardiff Blues, e não tomaram conhecimento do adversário. As mais de 14 mil pesosas presentes no nevado Liberty Stadium de Swansea viram o camisa 10 Biggar anotar um drop goal, aos 11′, e o ponta Nikki Walker correr para dois tries, um aos 19′ e o outro aos 31′, quebrando os Blues logo no primeiro tempo. O capitão Ryan Jones ainda anotou o seu try, na segunda etapa, e o placar final foi de 29 x 0. Vice-liderança para os Ospreys, e amarga antepenúltima posição para os Blues.

Uma das melhores rodadas da temporada na Guinness Premiership (o Campeonato Inglês). E, finalmente, a parte de cima da classificação está mudando. Isso porque o Northampton Saints brindou a liga com uma importante e sensacional vitória sobre o até então vice-líder London Irish. O jogo no Franklin’s Gardens valia a vice liderança do campeonato, e a perseguição aos Saracens. O primeiro tempo terminou 9 x 6 para os Exiles (Irish), sem tries. Mas o segundo tempo foi empolgante. Após lateral, o asa Phil Dowson anotou o primeiro try, virando o placar para os Saints. Peter Hewat respondeu à altura para os visitantes, aos 58′, anotou o try para os londrinos, em grande corrida. O drop goal de Chris Malone, aos 70′, dava mais tranquilidade para os vice-líderes, que pareciam estar triunfando em partida tão difícil. Mas os Saints precisavam da vitória. Geragthy anotou um penal aos 74′, e o final foi só pressão. E a estrela de Chris Ashton brilhou. Em grande jogada, o ponta conseguiu anotar o try crucial debaixo dos postes, aos 79′! Geraghty converteu e a sensacional vitória aos Saints: 24 x 22, e vice-liderança. Melhor ainda, apenas 1 ponto atrás dos Saracens. Isto porque os líderes da Guinness Premiserhip fraquejaram mais uma vez. A segunda derrota consecutiva veio em má hora, em casa e contra o adversário errado: o poderoso Leicester Tigers. Jogando no Vicarage Road de Watford, com público acima do normal, os Sarries tinham pela frente uma partida essencial, contra o quarto colocado e ascendente Tigers. Mas não souberam controlar o jogo. Isto coube aos tigres, que dominaram os 40′ iniciais, mas não conseguiram converter a vantagem em pontos. 6 x 3 era o placar no início do segundo tempo, e, mesmo perdendo, os Saracens mostravam um ótimo trabalho defensivo. O momento-chave do jogo foi o try do centro Dan Hipkis, para o Leicester, aos 51′. O restante do jogo viu os visitantes superiores na partida, com Hamilton, Tuqiri, Youngs, Flood e Hipkiss levando a melhor sobre os londrinos. Flood conseguiu boa sequência de penais e a vitória foi garantida: 22 x 15. Olho nos Tigers!

O quinto posto ainda é do London Wasps, mas agora mais distante. As vespas londrinas foram derrotadas em casa pelo Newcastle Falcons, agora sexto. 12 x 6 foi o placar da fraca e decepcionante partida para os Wasps, que não souberam aproveitar o fator campo. O neozelandês Jimmy Gopperth não perdoou os erros dos anfitriões, convertendo muito bem os penais concedidos. Azar dos Wasps, que viram os Tigers se desgarrarem na tabela e não souberam aproveitar os deslizes dos rivais de Londres. Aliás, a rodada inteira foi de derrotas dos times da capital. Os Harlequins também perderam, mais uma vez para os Sale Sharks. 21 x 16, e freguesia garantida do time de Twickenham com os rivais do norte. A vitória (a terceira seguida sobre o rival, em questão de 1 mês) foi conseguida com tries de Ben Cohen e Gaskell, e afastou ainda mais os tubarões da zona de rebaixamento.

Quem não sai da zona de rebaixamento é o Leeds Carnegie, mais uma vez derrotado. E justo em partida crucial para a salvação. O time do Yorkshire recebeu o vice-lanterna Bath, e tinha a obrigação de vencer o rival, e sair da zona da degola. A diferença entre os dois foi o quesito mais importante do rugby: o try. Ambos converteram 5 penais (Joe Ford para o Leeds e Nicky Little para o Bath). Mas os sulinos conseguiram os 5 preciosos pontos,  pelas mãos do ponta Stephenson. Aos 27′, o oitavo Luke Down fez boa corrida e passou para o ponta menos badalado do Bath marcar os pontos. No final, o Leeds pressionou, mas quem marcou os pontos da vitória foi, como sempre, o abertura fijiano Nicky Little. 20 x 15, suspiro para Bath e agonia para Leeds. Por fim, no duelo do oeste – e de duas equipes mal das pernas -, Gloucester e Worcester Warriors ficaram no empate. Mas o que parecia uma vitória de Worcester quase terminou em vitória do Gloucester. Com 13 x 8 para os guerreiros desde os 43′, o jogo se encaminhava para a vitória dos visitantes. No último minuto, Dave Attwood tirou o coelho crucial da cartola, e empatou o jogo , para delírio da torcida presente no Kingsholm Stadium. Mas Carlos Spencer, ele mesmo, o veterano abertura que já defendeu os All Blacks com tanto brilho, chutou para fora a conversão, que daria a vitória para os Cherry and Whites. 13 x 13, amargos para os dois.

Mudança de cenário na segundona da Inglaterra, o chamado The Championship. O ex-líder Exeter Chiefs conheceu sua segunda derrota na competição. E pior: a segunda consecutiva. O algoz da 16ª rodada foi o terceiro colocado London Welsh. Vitória por 12 x 10, no Old Deer Park, em Londres. A derrota dos Chiefs deixou a situação do Bristol mais tranquila. O time que jogou na temporada passada a Guinness Premiership derrotou o Cornish Pirates, por 31 x 15, jogando em casa no dia primeiro. Liderança do The Championship para o Bristol.

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