Irlanda vence a batalha de Twickenham


 A Irlanda venceu o dramático jogo na casa do adversário, e deixou a França isolada na liderança do Six Nations 2010, empatando com a Inlgaterra na vice lederança. Foi um jogo muito equilibrado durante todo o jogo mas os irlandeses atacaram com mais perigo e fizeram por merecer o resultado. Confira como foi a partida que encerrou mais uma rodada do Six Nations neste post!

A Irlanda começou pressionando os ingleses em seu campo de defesa, mantendo o jogo em seus forwards. A Inglaterra quando conseguiu, aos poucos sair jogando, foi surpreendida por um belo try dos irlandeses, com a bola correndo por toda linha em velocidade até chegar as mãos de Jonathan Sexton, em sua estreia como titular na comeptição, no lugar de Ronan O’Gara, que viu uma abertura na ponta direita e chutou a bola no ingoal, para Tommy Bowe voar e anotar os primeiros pontos no placar. Sexton perdeu a conversão.

Após o susto inicial, a Inglaterra conseguiu se estruturar buscando jogadas com a linha, sempre passando pelas mãos de Danny Care, mas a defesa irlandesa segurou bem o ataque adversário. Assim, a saída foi buscar anotar pontos no placar com sua arma segura, os pés de Jonny Wilkinson, mas até mesmo ele falhou, com um drop passando à direita dos paus e um penal que foi na trave. Os pés de Wilkinson foram acionados novamente, em um boa oportunidade quando os ingleses pressionavam perto dos 5m de ataque, mas um chute por sobre a linha de defesa não deu resultados.

Depois de tanto insistir, Wilkinson finalmente marcou para o time da casa, e Sexton prontamente tentou retornar a vantagem aos 5 pontos, mas não teve a mesma sorte. Ele se redimiu alguns minutos depois, cobrando com perfeição um chute fácil, colocando 5 pontos de vantagem novamente. A Irlanda chegou com perigo mais uma vez ainda no primeiro tempo, com ótima corrida de Keith Earls, que se livrou de dois tackles e chutou para o ingoal, mas não conseguiu chegar a tempo. No fim do primeiro tempo, Wilkinson reduziu novamente a vantagem irlandesa para 2 pontos com outro penal.

No segundo tempo, Sexton e Wilkinson trocaram penalidades não convertidas logo no início, com Wilkinson tentando um chute do seu campo defensivo e caprichosamente ficando a cerca de 3 metros do ingoal, e o jogo arrefeceu um pouco, até que os irlandeses voltaram a atacar, com velocidade na linha e quase alcançou um try com um chute de O’Driscoll, mas a cobertura inglesa foi eficiente e impediu mais um try irlandês. A Irlanda seguiu pressionando mas não conseguia converter o ganho territorial e a posse de bola em pontos, até que mais tarde, uma troca de passes muito rápida da linha irlandesa deixou espaço para Keith Earls anotar o seu try, mergulhando na ponta esquerda. Sexton errou mais um chute e o placar se manteve ao alcance dos ingleses, qu deveriam tirar uma desvantagem de 7 pontos.

Rapidamente a Inglaterra deu a resposta. Os ingleses começaram com os forwards, o ponto alto do time no jogo e passaram a pressionar a bem postada defesa irlandesa, que se segurou sobre os 5 metros por um tempo, mas em um lance polêmico, decidido no TMO, o árbitro validou o try para o primeira linha Dan Cole, levando o jogo ao empate, com a conversão de Wilkinson, faltando metade do segundo tempo por jogar.

O resultado animou os ingleses que passaram a jogar melhor, cientes da necessidade de sair com a vitória de Twickenham. Após a saída de Brian O’Driscoll, que tomou uma joelhada na cabeça do grandalhão Paul O’Connell, segunda linha irlandês, e saiu de maca do jogo, a Irlanda perdeu a referência na linha, e o domínio inglês se acentuou por um momento. A solução encontrada por Declan Kidney foi substituir Sexton por O’Gara, pois um chute poderia definir o jogo, e o novato, apesar de fazer boa partida, decepcionou nesse quesito. Com mais um penal, a Inglaterra passou à frente, mas a liderança de O’Gara fez os irlandeses imporem o seu jogo novamente.

A Irlanda chegou ao seu terceiro try, novamente com Tommy Bowe, com grande passe de Tomas O’Leary para Tommy Bowe, passando rente aos forwards após vencerem um line out. O ponta voou para o ingoal para delírio dos poucos irlandeses que apareciam entre a multião inglesa no estádio. O’Gara converteu, ampliando a vantagem para 4 pontos, o que requereria um try inglês para vencer o jogo, anulando o grande diferencial de Wilkinson, e apenas 5 minutos por jogar.

A Inglaterra foi com tudo para cima, chegando sem dificuldade até os 5 metros que os separavam do ingoal, mas a Irlanda montou uma barreira não só intransponível, mas aniquiladora, pois conseguiu, sem a posse de bola, ganhar muito terreno, levando o jogo para além dos 22m, afastando o perigo de uma derrota iminente.

Martin Johnson vai ouvir muita crítica nessa semana, e seu trabalho mais que contestado pela imprensa local ganha mais uma marca negativa. A França tem tudo para levar o título do Six Nations desse ano, e pode ocorrer, caso perca para os ingleses na última rodada, um triplo empate, decidindo o campeonato somente na diferença de pontos. A julgar pelo que foi mostrado pela Inlgaterra hoje, tudo lva a crer que será um Grand Slam para os Bleus 

Placar Final: Inglaterra 16 X 20 Irlanda

Inglaterra

try:  Dan Cole (1)

conversão: Jonny Wilkinson (1)

penais: Jonny Wilkinson (3)

Irlanda

 tries: Tommy Bowe (2), Keith Earls (1)

conversão: Ronan O’Gara (1)

penalidades: Jonathan Sexton (1)

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