Tudo que rolou no jogo treino do Brasil


Em mais uma tarde ensolarada em no campo do SPAC em São Paulo, contrariando os prognósticos de chuva, realizou-se um jogo treino entre a nossa seleção nacional contra as equipes do Tornados e do Bandeirantes, que se revezaram na árdua tarefa de fazer oposição aos melhores jogadores do Brasil. Estavam presentes alguns dirigentes da CBRu e jogadores de várias equipes de São Paulo, como Pasteur, Poli USP, Mackenzie, SPAC entre outros. O Blog do Rugby não poderia ter ficado de fora e também marcou presença.

Confira como foi esse bom dia de Rugby na capital paulista, com fotos e estatísticas.

Obs.: não foi possível até o momento identificar todos que anotaram os tries nas partidas, pois algumas camisas não tinham numeração. A lista de tries apontada abaixo pode conter erros, estou no aguardo da confirmação.

O Brasil foi a campo com praticamente todos os seus titulares, e enfrentaram nos primeiros 20 minutos a equipe do Tornados de Indaiatuba, campeão da Taça de Prata do Caipirão 2009. Visivelmente, a equipe do interior, sentiu a responsabilidade de enfrentar a seleção brasileira, e o respeito pelos adversários resultaram em um começo avassalador dos Carcarás. Com muita velocidade a linha por duas vezes em passes rápidos chegou com perigo rumo ao ingoal adversário, mas erros na finalização (O Brasil exagerou nos knock-ons) imepdiram anotar logo no começo.

Ainda assim, foi desse modo que o Brasil abriu o placar, com jogada pela direita do campo, superando a marcação sem dificuldade, com a conversão batendo na trave. Logo depois, mais uma vez o Brasil anotou, pelo mesmo lado do campo, dando a impressão que o jogo treino seria fácil demais para a seleção. Mas não foi o que ocorreu. Se não conseguiu encaixar o seu jogo, criando oportunidades de ataque, o Tornados se defendeu muito bem, impedindo mais 2 tries do Brasil, com tackles precisos, um deles a menos de 5 metros do ingoal, além de melhorar nas disputas de lineout e scrum, onde o Brasil vinha sendo superior.

Vendo que o adversário se encontrou em campo, o Brasil passou a trabalhar mais a bola, buscando criar espaços pelo centro do campo, mas encontrando forte oposição. Ainda assim, no final dos primeiros vinte minutos, o Brasil conseguiu  mais um try, com Ige, em um scrum nos 5 metros onde ele pegou a bola pelo lado esquerdo da formação e mergulhou no ingoal adversário garantindo mais 5 pontos. O Tornados contestou a marcação, alegando que a bola saiu pelo túnel, mas o try foi validado. O primeiro tempo acabou 19 a zero para a seleção.

No segundo tempo (cada tempo com 20 minutos), entrou o Bandeirantes, atual campeão nacional, desfalcado de alguns jogadores que estavam justamente servindo o seu adversário no dia, mas que agora conta com os serviços de Japinha, técnico da Poli e ex-jogador do SPAC, que se valeu de sua experiência para ajudar o Bandeirantes na difícil missão de parar a equipe da qual já fez parte.

E o Bandeirantes acabou não sentindo muita falta dos desfalques, pois fez um jogo de alto nível com a seleção, ameaçando por ao menos duas vezes o ingoal adversário, pecando nos lineouts decisivos que poderiam ter colocado pontos no placar, mas nesse quesito o Brasil se mostrou bem superior. O segundo tempo foi interessante pois o Brasil precisou trabalhar muito a parte defensiva, que não foi exigida no primeiro tempo, e se mostraram muito bem, roubando bolas em lineouts a metros de seu próprio ingoal e com tackles muito fortes sobre a linha bandeirantina, que sofreu  com a superioridade física dos adversários.

Ao contrário do primeiro tempo, disputado quase que inteiramente no campo de ataque, no segundo foi bem distribuído, com as equipes se revezando nos campos adversários. Quando atacou, o Brasil conseguiu mais dois tries (ambos convertidos por Tanque), sendo um deles de Ramiro, jogador do Bandeirantes. O segundo tempo terminou 33 a zero para os Carcarás.

Após o segundo tempo, o Bandeirantes, com a presença dos jogadores que estavam atuando pela seleção,  e Tornados se enfrentaram, e a julgar pelo modo como cada um enfrentou a seleção no começo, poderia prever uma relativa facilidade do Bandeirantes. Não foi o que aconteceu. O Tornados, buscou o ataque desde o primeiro momento, dominando a intermediária do campo. Os jogadores do Bandeirantes acusaram o cansaço de jogar novamente, após enfrentar o desgastante jogo contra o Brasil e se seguraram no início como puderam. A pressão do time de Indaiatuba deu resultado, e com pouco mais de 5 minutos jogados, conseguiram o seu try, com o primeira linha Rosinaldo.

O try pareceu acordar os bandeirantinos, que correram atrás do resultado, apostando principalmente no jogo de forwards e impondo sua superioridade. Assim como no tempo anterior contra o Brasil, o Band pecou na finalização, errando sucessivas vezes  dentro dos 22m do seu campo de ataque e mais uma vez, parando nos bons tackles da linha de defesa do Tornados, trabalho já mostrado no primeiro tempo contra a seleção. No fim do primeiro tempo, um vacilo do Tornados que tinha a posse de bola no último lance, cedeu a posse para o adversário, que não desperdiçou, cravando um try na ponta direita, mesmo sob forte marcação. A difícil conversão encerrou o primeiro tempo com as equipes em igualdade. No segundo tempo, o equilíbrio se manteve, mas dessa vez, o Bandeirantes segurou os avanços do Tornados e segurou o nervosismo no ataque, conseguindo mais 2 tries. O Tornados só marcou mais um, novamente com os forwards (Arthur – Rocambole), mas dados o sufoco que deram no atual número um do país, a sensação foi de vitória.

O último tempo entre Brasil e Tornados mostrou-se pouco proveitoso do ponto de vista técnico para o Brasil. Muito cansados pelo último jogo contra o Bandeirantes, o Tornados conseguiu bons ataques, o que não tinha conseguido no primeiro tempo, mas não ofereceu a mesma resistência na defesa, permitindo à seleção chegar ao ingoal com facilidade, anotando 6 tries, com Tanque e Paulo (dois para cada), Diego e Alejandro. No final, as equipes e juntaram para uma foto que com certeza ficará guardada entre todos os jogadores do Tornados como mostra da evolução da equipe ao longo de sua curta história. 

Placar final: Brasil 69 X 00 Bandeirantes/Tornados

Brasil

tries: Tanque (2), Ramiro (1), Ige (1),Paulo (2), Diego (1), Alejandro (1), jogador nº 13 (1), jogador nº 18 (1) + 1 try não identificados

conversões: Tanque (7)

Placar: Bandeirantes 19 X 12 Tornados

Bandeirantes

tries: 3 não identificados

conversões: Bilica (2)

Tornados

tries: Arthur (1), Rosinaldo (1)

conversões: Alcino – Tesouro (1)

Brasil X Bandeirantes/Tornados

2 Respostas

  1. Hp parabens pelas materias, mas apenas corrigindo um erro que vc cometeu nessa materia.. O Japinha é agora jogador do Bandeirantes e não mais do SPAC..

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