Rugby: Isso ainda vai ser grande no Brasil (errata)


Sempre presente nos principais eventos do Rugby nacional, o Blog do Rugby foi até o jantar do GRAB, para saber o que os líderes do Rugby nacional preparam para nós.

Nota: esqueci a minha câmera, o que me impediu de registrar as fotos do evento, mas também foi uma benção, pois no evento foram veiculadas as 3 futuras propagandas a serem divulgadas na TV, muito em breve e a tentação em não divulgá-las seria demais.

Confira tudo que ocorreu no evento! Em primeira mão no Blog do Rugby.

Correção: A renovação da parceria Rugby para Todos e a secretaria de esportes para atuação nos Clube-Escolas da cidade não ocorreu. Em função de alguns problemas enfrentados, o Rugby terá que ser relançado este ano, agora em parceria com a HURRA!, em um único Clube Escola – Móoca.

O Secretário também reforçou que a SEME é um “célula nervosa sensível a demandas bem estruturadas de organizações representativas”. Por esta razão a Federação Paulista tem atuado de maneira estratégica e articulada nas demandas referentes a infraestrutura e expansão do esporte em outros espaços na cidade de São Paulo.

Agradeço ao Eduardo Pacheco e Chaves, da FPR, pela correção

O GRAB (Grupo de Apoio ao Rugby Brasileiro) organizou um jantar na sede do escritório da Pinheiro Neto Advogados, um dos principais escritórios do país, com o propósito de angariar fundos para as futuras iniciativas de apoio às seleções e clubes do Rugby no Brasil.

Estiveram presentes no evento, jogadores da seleção brasileira masculina e feminina, dirigentes de clubes, Fernando Beer, diretor de marketing da Alpargatas, dirigentes da CBRu, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Hernan Rouco Oliva, diretor regional do IRB na CONSUR, Walter Feldman, secretário de esportes da prefeitura da cidade de São Paulo e até mesmo os Cônsules do Reino Unido e Austrália.

No evento, coube a Sami Arap e Eduardo Mufarrej divulgarem as metas de curto (2010), médio (2011 a 2015) e longo prazos (2016 a 2020) programadas pela CBRu, e incluem entre outras:

Participação da seleção brasileira no torneio Cross Border;

Formação de seleções permanentes, que possam jogar com maior frequência;

Importação e exportação de jogadores para intensificar o aprendizado dos nossos jogadores;

Intercâmbio de árbitros e treinadores;

Excursões para países melhor estabelecidos no cenário internacional, como Estados Unidos, Canadá, Europa e África do Sul;

Entrar no Top 25 do ranking da IRB no masculino, e ficar entre as 5 melhores seleções do mundo no feminino;

Fortalecer clubes e federações;

Profissionalizar jogadores e tornar-se um pólo importador de jogadores estrangeiros para intensificar o intercâmbio e aprendizado dos jogadores brasileiros;

Disseminar plenamente o Rugby nas escolas públicas e privadas;

Realização de um mini mundial em 2015 (prática comum em países sedes de olimpíadas, segundo iformado por Carlos Alberto Nuzman);

Alcançar o Top 20 no masculino e consolidar o Rugby feminino no cenário mundial;

Garantir o Brasil nas olimpíadas de 2016 (tradicionalmente, o país sede já está pré-classificado para todas as modalidades, mas a IRB ainda não ratificou essa decisão).

Depois, Hernan Rouco Oliva, expôs o cenário do Rubgy nacional demonstrando as oportunidade para crescimento no Brasil, mostrando a densidade de jogadores relativa no país em contraste com outros países, oportunidades de faturamento em competições, através da demonstração da evolução de público e faturamento nos mundiais (além disso, 2 Six Nations equivalem a um mundial, mostrando que não é somente os mundiais que faturam alto), investimento de 26 milhões de libras esterlinas em iniciativas para o desenvolvimento do esporte ao redor do mundo e uma oportuna comapração com o futebol, que se movimenta valores muito superiores, experimentou a profissionalização muito antes também, e a evolução do vôlei no Brasil, por ocasião da presença de Nuzman, ex-presidente da Confederação Brasileira de Vôlei.

O presidente do COB aproveitou o gancho e defendeu que o modelo adotado com sucesso pelo vôlei fosse adotado pelo Rugby, com o investimento em seleções permanentes e não somente na base, além de se mostrar especialmente otimista com a evolução do esporte no país, por conta das semelhanças que o esporte  possui com seu irmão mais famoso (emocionante, dinâmico e festivo). Ao entrar no assunto olimpíadas, Nuzman resumiu o cronograma do COB e os próximos compromissos da entidade que comanda com o Comitê Internacional, além de adiantar que São Januário, apesar de ser o local definido pela organização dos jogos, deverá ser chancelado por uma equipe da IRB para a sua realização. Também adiantou que o logo oficial dos Jogos sai em 31 de dezembro desse ano.

O secretário de esportes da capital paulista mencionou o seu recente deslumbramento com o Rugby, por conta do filme Invictus e sobre a parceria da secretaria com a premiada ONG Rugby para Todos, que desenvolveu trabalho nos Clubes-Escola da cidade, chegando a 5 unidades, mas que não foi renovado. Em uma ótima intervenção, Mufarrej cobrou uma maior atenção da secretaria com o esporte, pelo fato do esporte concentrar grande parte dos jogadores do país e não dispor de um local público para a prática, no que foi aplaudido intensamente pelos presentes.

Por fim, os presentes foram agraciados com uma amostra dos 3 primeiros filmes publicitários focados na divulgação dos produtos da topper e do Rubgy brasileiro. Desenvolvidos pela Talent, os filmes mostram situações pelas quais muitos vão se identificar (eu pelo menos me identifiquei muito com um deles) e que não vou divulgar para não estragar a surpresa, mas mostra uma preocupação da agência e da entidade em desenhar um plano de comunicação de longo prazo focando agora na descoberta do esporte por um novo público.

Quanto às camisas, a novidade é que o cronograma de lançamento até o fim do primeiro trimestre está mantido, mas não foram divulgados os canais de distribuição até o momento. Fiquem de olho no Blog para saber mais notícias em breve!

Em resumo, o jantar foi um sucesso, o GRAB deixou transparecer uma ótima capacidade organizacional e de prestação de contas, fundamental para uma gestão efetiva de recursos. Os planos, ambiciosos, careceram de detalhamento sobre a sua execução e recursos para tal, mas entendo que não era o foro adequado para explicações profundas sobre os planos da entidade.

De qualquer forma, o otimismo dos presentes pôde ser sentido no ambiente, e o Rugby brasileiro pode experimentar uma era de crescimento como jamais vista se cumprido todos os objetivos propostos pela entidade.

4 Respostas

  1. Parabéns pela cobertura!

  2. Podiam montar aqueles cartões com bandeira da CBRu, como é no futebol, com o dizer “Apóio o rugby” e parte da verba ser destinada para A CBRu! Não custa nada dinheiro a mais e a VISA apoia o rugby argentino!

  3. Parabens pelo relatorio e informações.
    Temos agora a faca e queijo na mão, precisamos sim de escolas privadas e publicas, universidades, obrigados a fazer o esporte nas proprias entidades.
    Mas com equipamentos, professores e objetivos para traçar e acompanhar sempre e não somente ate as Olimpiadas!
    Queremos o rugby para ficar e obrigar as escolas fazer e realizar o esporte no seu emprendimento, sem essa instrução vindo de cima nada vai acontecer.
    Vamos, SIM, obter para e durante e ate as Olimpiadas, não somente, é para o resto da vida?
    Como acontece nos grandes Paises.
    Quero ver meus filhos, netos, bis-netos, etc fazendo o esporte e ser igual ao Futebol no Brasil!
    Boa sorte para todos nos.
    Tim.

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