Heineken Cup – Raio X dos grupos 4, 5 e 6


Vamos aos grupos 4, 5 e 6 da Heineken Cup 2009-10. Raio X completo para o leitor do Blog do Rugby!

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Grupo 4 – Bath, Edinburgh, Stade Français e Ulster

O grupo 4 tem um grande favorito, o Stade Français, que não inspira tanta confiança. Ulster e Edinburgh vem numa crescente na Magners League, mas não são fortes o suficiente para serem apontados como favoritos. Tempos atrás quem poderia ser tido como grande rival do Stade no grupo 4 é o Bath, mas a crise assola o clube do West Country. Equilíbrio no grupo 4.

Stade-Francais-Logo-Lg

O Stade Français começou muito mal, chegando à zona de rebaixamento do Top 14. A equipe começou agora a se acertar, fazendo boas partidas nas últimas rodadas. A dupla Dupuy (half-scrum) e Oelschig (abertura) se acertou. Lógico que Hernandez ainda faz falta, mas a dupla é boa e pode melhorar muito ainda ao longo da temporada. Tendo ainda Lionel Beauxis para a abertura, o elenco do Stade continua poderoso. A linha conta ainda com Bastareaud, Julien Arias, Mirco Bergamasco, Mark Gasnier, Ollie Philips e Hugo Southwell. O T5 da equipe parisiense é poderoso. Benjamin Kayser, Szarzewski, Marconnet, Roncero e Tom Palmer são um conjunto de muita força, que faz um excelente contraponto com a linha habilidosa tradicional do rugby francês. O Stade Français tem tudo para repetir boas campanhas, mas o ambiente ora conturbado ora estrelado e midiático demais podem levar o Stade ao destino de sempre na Heineken Cup: morrer na praia. Max Guazzini é uma figura polêmica que comanda um clube excêntrico. Pirotecnia e espetáculo demais em cima de um elenco que tem seus problemas e não é tão brilhante como gostaria a diretoria. Talvez um ambuente mais tranquilo fizesse da equipe de Paris um time realmente vencedor.

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O Bath vive uma crise com poucos precedentes na história do clube. Os problemas com dopping no final da temporada passada criaram um clima que só piorou no clube. Menos dinheiro com a crise, venda de jogadores, atletas importantes se aposentando, suspensões, contusões (entre ods lesionados, o grande abertura springbok Butch James) e poucas contratações. A equipe do Bath da temporada 2009-10 está abaixo das tradições de um clube tão vencedor. Nicky Little e Olly Barkley não vem sendo capazes de fazer o time jogar e alcançar as vitórias na Guinness Premiership. Mesmo jogadores perigosos que fizeram ótima temporada ano passado ainda não demonstraram grande rugby em 2009-10. Lee Mears, Banahan e Maddock são exemplo disso. O oitavo lugar neste início de temporada ainda é bom perto do que poderia ser. Se quiser brigar por vaga na próxima fase, o clube necessitará de um ambiente melhor que faça o elenco render. Camisa de campeão europeu e torcida eles têm. Falta produzir mais.

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Edinburgh começou a temporada 2009-10 como a sensação da Magners League. Começou liderando nas primeiras rodadas, deu uma queda às vésperas do início da Heineken Cup. O elenco do time é a base da seleção escocesa. Na frente Allister Hogg é a principal peça da equipe, Mike Blair dá bom ritmo à equipe como half-scrum, enquanto os pontas Andrew Turnbull e Simon Webster dá qualidade à linha da equipe. No entanto, o grande nome é sem dúvida Chris Paterson, o exímio chutador da seleção escocesa que literalmente já levou a equipe nas costas. Trata-se de um dos melhores atletas do mundo nesse fundamento, mas já não está mais em seu auge. O técnico Rob Moffat deu ritmo e coesão ao elenco, que já tinha ótimo entrosamento. Falta agora vencer o estigma de inferioridade do rugby escocês da última década. No fundo, é essa a grande missão do Edinburgh neste ano. Eles podem avançar e tiveram sorte com os adversários do grupo.

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O lado irlandês do grupo é o Ulster. Campeão europeu em 1999, a equipe de Belfast caiu muito nos últimos anos, e vive hoje à sombra de seus grandes rivais Munster e Leinster. Mas não para sua fanática torcida, que não se vê menor que seus rivais, de forma alguma. É com essa fanática torcida, e alimentado pela rivalidade enorme com seus rivais, que o Ulster busca se reerguer, tanto na Heineken Cup como na Magners League. No elenco, um ícone do time: Humphreys, veterano que é o cérebro da equipe. Pelas suas mãos passa a maior parte das ações ofensivas da equipe, e  de seus pés muitos pontos. Mas a idade avançada não faz mais do jogador a peça mais importante do time. Paddy Wallace, centro da seleção irlandesa, e o ponta escocês Simon Danielli tão um toque de qualidade à linha norte-irlandesa que vem sendo muito perigosa neste início de temporada. Prova disso é a segunda colocação atual na Magners League. Será um presságio de que os cavaleiros brancos estão voltando? O grupo equilibrado permite que o Ulster sonhe sim com a vaga.

 

Grupo 5 – Toulouse, Cardiff Blues, Sale Sharks e Harlequins

A princípio seria um grupo fortíssimo, ainda mais se levarmos em consideração as campanhas na última Heineken Cup de Toulouse, Blues e Harlequins. Mas o péssimo início de temporada de Harlequins, Sharks e Blues traz grandes dúvidas sobre o quão longe poderão ir tais equipes no certame. Será que a vaga vai cair facilmente no colo do poderoso Toulouse? Acredito que ao menos um de seus adversários reagirá e proporcionará grande embates contra os franceses. Para isso, os três adversários do Toulouse precisarão de muita força de superação. A incógnita define o grupo.

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O Toulouse sempre é, desde a primeira rodada, favorito a título na Heineken Cup. Por quê? Eles são os maiores campeões do torneio, e tem uma frequência incrível nas finais. Impossível de não considerá-los favoritos. Quando jogam em casa são muito fortes. “Welcome To Lose” não é à toa. Mas a última temporada européia não encantou nem um pouco. E a equipe andou vacilando em casa, tanto na Heineken Cup como no Top 14. Quando se junto tantos astros em uma única equipe, o resultado nem sempre é satisfatória. Aliás, muitas vezes é o contrário. Toulouse tem atletas brilhantes que prcisarão por tudo o que sabem em campo. A linha da equipe, se resolver jogar o que sabe, será de tirar o fôlego. Vamos à constelação: Jean-Baptiste Elissalde, Byron Kelleher, Frédérick Michalak, David Skrela, Florian Fritz, Yanick Jauzion, Vincent Clerc, Yves Donguy, Cédric Heymans, Maleli Kunavore, Maxime Médard (brilhante na última H Cup) e Clément Poitrenaud. E na frente? Grandes nomes também. Louis Picamoles, Finau Maka, Yanick Nyanga, Thierry Dusautoir, Jean Bouihou, Albacete, Poux, Lecouls, Basualdo, Servat. Nomes, muitos nomes. Mas e resultados? Fracos ano passado. E posição ainda modesta no Top 14. Mas quem duvida do Toulouse?

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O Cardiff Blues foi brilhante na última Heineken Cup. Capitaneados por Paul Tito, impulsionados pelo lendário Martyn Williams, e munidos da jovem revelação Leigh Halfpenny, os Blues encantaram nos gramados europeus, chegando às semifinais. Terminaram invictos a competição, já que só foram derrotados nos bizarros pênaltis pelo Leicester Tigers. Muita expectativa foi criada entorno da equipe para esta temporada. A contrução do novo Cardiff City Stadium foi só um adicional a tanta empolgação na capital galesa. Mas o começo de temporada vem sendo trágico. A 1 ponto da lanterna da Magners League, os Blues entram na competição européia com moral baixa. Por isso mesmo podem se dar bem novamente. Oras, se a Heineken Cup foi o que engrandeceu a atual equipe, nada melhor do que a competição européia para tira-los da lama. Pegando um grupo com duas equipes em baixa (Harlequins e Sharks), as chances de alcançar ao menos o segundo posto são boas. E quando entrarem em campo contra Toulouse, lembrarão da grande vitória do começo do ano. Tudo isso SE eles levantarem a cabeça. Do jeito que estão, não vão a lugar algum.

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Os Harlequins fizeram ótima Heineken Cup ano passado também. E um fabntástico campeonato inglês, que poderia ter terminado em título, se a equipe não tivesse sucumbido nas semifinais para o London Irish. A equipe londrina era muito bem cotada no início da Guinness Premiership, ainda mais jogadores importante como Danny Care, Nick Evans e Nick Easter. Mas o começo de temporada vem sendo muito ruim, e o clube ocupa a anti-penúltima posição no campeonato nacional. Muito pouco para quem aspirava lutar novamente pelo título inglês e ao menos repetir a campanha européia. O time precisa voltar às vitórias. Quem sabe elas comecem no País de Gales contra o instável Cardiff Blues?

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Um pouco melhor que o Harlequins está o Sale Sharks. A equipe do norte da Inglaterra sofreu um grande desmanche no início da temporada. Nomes importantes deixaram a equipe, como Chabal, Fernández Lobbe, Luke McCalister e Rory Lamont. Pouco sobrou para os tubarões aspirarem a uma grande campanha européia. A nona colocação no campeonato inglês mostra a má situação da equipe. Sheridan, Hodgeson, Tait, Tuilagi e Cueto, contudo, são excelentes nomes que ficaram em Stockport. Ou seja, apesar do desmanche, ainda há uma base de bons jogadores no clube. Resta provarem isso em campo com boas partidas. Pegar um grupo com 2 equipes baquiadas é excelente para o Sale Sharks. Briga de foice no escuro entre os três.

 

Grupo 6 – Leinster, London Irish, Brive e Scarlets

No grupo 6, o atual campeão Leinster tem um grande rival, o London Irish. No início da temporada, muitos apontavam o Brive como candidato à vaga, mas o começo decepcionante gera dúvidas sobre os franceses. O Scarlets vai muito mal na Magners League e não deverá incomodar o Leinster.

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Os leões de Dublin estão com tudo. Atual campeão da Heineken Cup, o Leinster conta com o melhor jogador em atividade no mundo, Brian O’Driscoll. Muitos atribuem o triunfo da temporada passada a BOD, mas não é verdade. O jogador é, de fato, o grande nome da equipe, mas no Leinster o que não falta são grandes jogadores, sobretudo na linha. BOD tem a companhia Jonathan Sexton, abertura que vem jogando muito bem desde que substituiu Contepomi como abertura titular. O’Driscoll faz dupla no centro dos leões com Gordon D’Arcy. A dupla é reconhecidamente uma das melhores do mundo do rugby. Luke Fitzgerald, Shane Horgan, Isa Nacewa e Rob Kearney compõem um dos melhores conjuntos de backs da Heineken Cup. O título, portanto, não veio por acaso. E a atual liderança da Magners League só aumenta ainda mais as expectativa dos torcedores de Dublin. O Leinster é o detentor do título e corre seriamente em busca do bi.

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A principal pedra no caminho do Leinster no grupo 6 será o meio inglês meio irlandês London Irish. A equipe está voando na atual temporada. Vice líder da Guinness Premiership e jogando um dos melhores rugbys da liga, a equipe que joga em Reading espera ter uma temporada inesquecível, com o título inglês e ao menos as quartas-de-finais da Heineken Cup. Os Exiles são capitaneados pelo único irlandês do elenco, o asa Bob Casey. Todavia, é Mike Catt, centro veterano da equipe que dá a consistência ao elenco que, mesmo sem grandes astros – se comparado a seus adversários – possui um ótimo conjunto, mesclando experiência e juventude. Jogadores como o full back Delon Armitage cresceram muito nas últimas temporadas. Na verdade, cresceram junto com a própria equipe. Hoje, os Exiles inspiram muito mais confiança que há alguns anos atrás.

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O ex-campeão europeu Brive corre por fora. Os francês de Limousin se reforçaram muito para a atual temporada. Trouxeram um punhado de bons selecionáveis ingleses, a fim de tornar a equipe realmente competitiva. Riki Flutey, Shaun Perry, Pat Barnard e Jamie Noon se juntaram ao abertura Andy Goode na colônia de rugbiers ingleses na França. O elenco ainda conta com o bons pontas, o argentino Horacio Agulla e o neozelandês Waqaseduadua. Contudo, o elenco que era para dar alegrias à torcida do Brive só decepcionou até agora e o time vai mal no Top 14. Mas eles têm potencial para se recuperar. E a Heineken Cup é um torneio que a torcida de Limousin aprecia, e muito – ela é a glória do clube. O Brive não deve rivalizar com o Leinster, mas poderá incomodar o London Irish.

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Por fim, os Scarlets. A equipe de Llaneli, cidade apaixonada por rugby, vai muito mal na Magners League. Desde que o clube inaugurou seu novíssimo estádio, o Parc y Scarlets, a equipe não desempenha um bom rugby. O grande nome da equipe galesa é o abertura Stephen Jones que, junto do falastrão australiano David Lyons e do veterano irlandês Simon Easterby, norteiam as ações ofensivas do time escarlate. Todavia, o elenco da equipe está aquém das próprias tradições. Os Scarlets precisariam formar um grupo coeso o suficiente para superar a falta de craques em grande fase. Além disso, a má campanha na Liga Celta não ajuda em nada a futura campanha européia da equipe. O ânimo está baixo na equipe, e brigar por uma vaga será difícil. Quem sabe as coisas mudam no decorrer da temporada, e os chutes certeiros do excelente Stephen Jones sejam para vitórias…

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2 Respostas

  1. Resolvi deixar meus palpites nos comentários, ao invés de colocá-los no post.
    Palpites: Grupo 4: 1-Stade Français, 2-Ulster, 3-Edinburgh e 4-Bath
    Grupo 5: 1-Toulouse, 2-Cardiff Blues, 3- Harlequins, 4-Sale Sharks
    Grupo 6: 1- Leinster, 2- London Irish, 3- Brive, 4- Scarlets

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